Quarta-feira, Outubro 5, 2022
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Viceroy at Ombria Resort: “Acredito que será um ‘game changer’ na oferta turística do Algarve”

Depois de sete anos a liderar o marketing do grupo Discovery Hotel Management e de uma passagem pela cadeia 3HB Hotels, onde fez a abertura do primeiro hotel 5 estrelas em Faro da marca em 2021, Rodrigo Roquette abraçou um novo desafio: a direção de vendas e marketing do Hotel Viceroy at Ombria Resort, cuja abertura está agendada para a primavera de 2023.

Resultado de um investimento de cerca de 300 milhões, o Ombria Resort, a sete quilómetros de Loulé, é propriedade dos finlandeses do Pontos Group, que celebraram um contrato com a Viceroy Hotels & Resorts para a gestão do hotel, das residências e do clubhouse, marcando assim a estreia da marca norte-americana em Portugal.

Além do hotel de cinco estrelas, com 76 suites, e das 65 Viceroy Branded Residences, o Ombria Resort, com 153 hectares, inclui um campo de golfe de 18 buracos, oito restaurantes e bares, cinco piscinas, spa, fitness center, wine loung, kids club, salas de reunião e biblioteca.

Vista aérea do Viceroy at Ombria

O resort vai ser concluído por fases, sendo que na primeira estarão concluídas todas as facilidades relacionadas com o hotel e com o campo de golfe.

Em entrevista ao TNews, Rodrigo Roquette conta que iniciou funções em outubro do ano passado, depois de um processo internacional de recrutamento da Viceroy Hotels & Resorts. Conhecedor da marca, vê nesta nova função a oportunidade de trabalhar com um grupo com “uma vertente criativa, com destinos muito bem pensados, design provocativo e um serviço muito personalizado”. “[A Viceroy] é uma cadeia de luxo, mas um luxo descontraído, muito baseado nas experiências locais”, descreve. “Dá-me a oportunidade de trabalhar com uma marca que já era uma referência para mim, do ponto de vista de imagem e de criatividade”, aponta.

Rodrigo Roquette acredita que o Viceroy at Ombria Resort será “um game changer” na oferta turística do Algarve e explica porquê. “Estamos a criar um destino dentro do destino. Se olharmos para a perceção que se tem tipicamente do Algarve, é uma perceção, sobretudo, de um Algarve da Costa, das praias, do golfe, mais turístico, e não um Algarve tão autêntico. Esse Algarve autêntico está mais no interior, em que as tradições ainda se mantêm e onde há uma riqueza cultural e natural que dificilmente encontramos nas zonas mais conhecidas e mais populares da zona costeira. Sendo um hotel no interior do Algarve, o que vamos trazer é uma oferta de luxo, de sofisticação, mas, ao mesmo tempo, uma oferta muito mais autêntica daquilo que é a cultura local: as quintas, os lagares de azeite, os pomares, o serrado algarvio, os parques naturais, portanto, uma experiência muito mais imersiva”, descreve o responsável.

“Esse mix entre o tradicional, autêntico, simples e a sofisticação, a modernidade, a criatividade e arrojo da marca Viceroy, vai ser muito curioso”, constata.

Para isso, o hotel vai oferecer muitas experiências, e não apenas levar os clientes à praia. “Isso é apenas uma parte da experiência, há toda uma outra experiência que se vai viver no interior algarvio”, conta.

Abertura do hotel

A conclusão das obras do hotel deve acontecer no final deste ano, mas, por razões estratégicas, a marca só vai avançar com a sua abertura na primavera de 2023. No seu total, são 151 quartos, dos quais 65 são Branded Residences (T1 ou T2), que podem ser compradas e usadas 70 dias por ano, sendo que no restante período serão geridas “como quartos normais do inventário do hotel”. Com um valor entre 600 mil e um milhão de euros (dependendo das características), já foram vendidas 40 destas residências.

Questionado sobre os mercados de aposta do hotel, Rodrigo Roquette explica que o foco é o segmento alto, mas faz questão de sublinhar que, “apesar de ser um hotel e resort de luxo, queremos ter uma desconstrução criativa e de envolvente natural”. “Do ponto de vista de mercados, claramente acreditamos que os nossos principais mercados são os internacionais, em particular a Alemanha, França, Inglaterra, Irlanda, Escandinávia, Benelux, tal como o mercado dos EUA, pela inerência da marca, e o mercado português e espanhol, porque acreditamos que nas épocas mais baixas e intermédias possam ser mercados interessantes numa perspetiva mais de fins de semana”.

Se o Viceroy at Ombria Resort pudesse ser comparado a algum tipo de oferta hoteleira em Portugal, Rodrigo Roquette aponta o Six Senses, no Douro. “Eventualmente, o hotel que serve de market share para o Viceroy será o Six Senses Douro Valley, apesar de estar no Douro. O Six Senses, do ponto de vista de mercados, de posicionamento de preço, de serviço personalizado, das próprias experiências e imersão na cultura local, pode ter alguma ponte connosco. Mas numa dimensão diferente, não é uma marca tão criativa e arrojada como a Viceroy”, defende. “Gostávamos que, à semelhança do Six Senses, que é uma referência no Douro, que no Algarve fosse o Viceroy at Ombria Resort, pela capacidade que tem de criar algo verdadeiramente diferenciador e com approach de luxo, sofisticação e de qualidade, associadas à tradição e cultura local”.

O resort está localizado 10 minutos a norte de Loulé. “Apesar disso estamos muito perto de tudo: a 25 minutos do Aeroporto de Faro, a 25 minutos da Quinta do Lago e Vale do Lobo, a 25 minutos de Vilamoura e a meia hora da praia. Acreditamos que é uma vantagem. Conseguimos ter um resort isolado, no meia da natureza, com fronteiras criadas pela própria natureza, onde podemos ter um conjunto de experiências associadas ao campo, que na costa não é possível”, defende.

Com arquitetura assinada pelo atelier Promontório e design de interiores da Wimberly Interiors (WATG), o Viceroy at Ombria Resort é composto por diferentes edifícios que, no seu conjunto, se assemelham a uma aldeia do interior algarvio, onde não falta uma praça central com uma torre e sino. “Dá-nos a sensação de uma vida em comunidade dentro de uma aldeia”, refere Rodrigo Roquette.

Pensados para estadias longas, os quartos são confortáveis, com uma decoração inspirada em elementos tipicamente portugueses. Alguns dispõem de kitchenette.

Por sua vez, a oferta gastronómica do resort será diferenciada, assente em oito restaurantes e bares, entre eles um restaurante all day dining que aposta na cozinha tradicional e mediterrânea com sabores da região e da época.

Cinco piscinas, kids club, wine house, biblioteca, fitness center, praça central com lojas, salas de reunião e um spa by Viceroy completam a oferta do resort. No que diz respeito ao spa, este terá uma piscina exterior e interior exclusivas e várias salas de tratamentos inovadores.

O hotel pretende ainda trabalhar o segmento de casamentos e celebrações, tendo por base as áreas definidas para reuniões, mas também aproveitar as zonas ao ar livre, tendo em conta os 153 hectares.

Os hóspedes vão poder usufruir de atividades na natureza e/ou relacionadas com mar e a ria. “Queremos acrescentar camadas emocionais, além do que são as estadias típicas. Acreditamos que, a junção destas experiências com a sofisticação e a vibração da marca, será o sucesso e a chave deste projeto”.

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