Quarta-feira, Agosto 10, 2022
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Vila Galé estima ocupação de 60% no verão, mas pode chegar aos 80% a 90% em algumas regiões em agosto

Com a previsão de ter todos os hotéis abertos em julho, a cadeia Vila Galé estima que, no verão, a procura seja essencialmente de portugueses, e de alguns espanhóis, mas também de britânicos, alemães, holandeses. Já o turismo cultural e nas cidades, que costuma ser muito procurado por brasileiros e norte-americanos, o presidente da Vila Galé, Jorge Rebelo de Almeida, prevê que só comece “a reanimar mais para o início de setembro”.

Após o anúncio do Reino Unido de que Portugal está na lista verde, o Grupo Vila Galé registou uma subida de reservas no mercado inglês?
Sim, registámos um aumento dos pedidos de informação e das reservas por parte do mercado britânico, tanto de clientes individuais como de grupos, mas ainda assim abaixo do que seria de esperar num ano normal para esta altura do ano.

Como é que perspetiva a procura durante o verão? Que mercados considera que irão responder melhor?
Este verão, prevemos que a procura seja sobretudo de portugueses, registando-se ainda assim já alguma procura por parte de espanhóis, que podem viajar sem ter de recorrer ao avião, mas também de britânicos, alemães, holandeses, que querem muito vir apanhar sol e para a praia. Já o turismo cultural e nas cidades, que costuma ser muito procurado por brasileiros e norte-americanos, só deve começar a reanimar mais para o início de setembro.

Estamos otimistas que este verão seja melhor do que o de 2020 e já o início da retoma do setor, com taxas de ocupação média nos hotéis Vila Galé a rondar os 60%, mas que podem atingir os 80% a 90% em algumas regiões em Agosto.

Quanto aos preços, têm conseguido manter os mesmos níveis de preços antes da pandemia, ou houve um ajuste face à procura?
Os preços têm-se mantido estáveis.

Perspetivam ter todos os hotéis em funcionamento durante o verão?
Sim, prevemos ter todos os hotéis reabertos em julho.

Considera que o Algarve devia ser prioritário na vacinação para acelerar a retoma do turismo?
Nesta fase, é importante garantir o máximo de condições para passar uma mensagem de segurança e confiança a quem nos visita e também assegurar a preparação de todos os recursos humanos. Isso passa por manter a pandemia controlada, ter rastreios frequentes e acelerar ao máximo o processo de vacinação.

Há um ano, imaginava que em Maio de 2021 os hotéis ainda não tivessem hóspedes? O governo vai ter de manter por mais tempo as ajudas às empresas turísticas?
De facto, além de tudo o resto, a progressão da pandemia dificultou-nos muito a vida também ao nível do planeamento porque todos os dias havia desenvolvimentos que obrigavam a mudar tudo. Restringiam muito o movimento das pessoas e acabavam por nos obrigar a mudar constantemente os planos. Estivemos muito tempo sem trabalhar e, apesar de aparentemente já se ver a luz ao fundo do túnel, a retoma ainda está envolta em muito incerteza. Nesta conjuntura, as empresas estão muito descapitalizadas e ainda vão precisar de medidas de apoio durante mais tempo. Por outro lado, o Governo deve trabalhara para criar condições que permitam às empresas gerar emprego e riqueza. É esse o papel do Estado, ou seja, não esquecer que são as empresas que criam riqueza.

Considera que depois do fim da pandemia (fim da crise sanitária), poderemos ter uma crise económica? As pessoas vão ter dinheiro para viajar, fazer férias?
Haverá naturalmente impacto económico de toda esta crise, sobretudo porque foi mundial. Isso reflete-se no poder de compra dos consumidores e também no músculo financeiro e na solidez das empresas. Mas acredito que, tal como já aconteceu noutras vezes, o turismo será um motor da recuperação. Até porque o que vemos é que mesmo que tenham um menor orçamento disponível, as pessoas não abdicam de fazer férias. O que fazem é adaptá-las consoante a sua capacidade. Por outro lado, e depois destes confinamentos, sabemos que as pessoas estão cheias de vontade de viajar.

Além das ajudas diretas às empresas, o que poderia o Estado fazer para incentivar o consumo?
O mais cedo possível, teremos de lançar uma campanha de promoção de Portugal a nível internacional nos mercados emissores. Tem também de se trabalhar para restabelecer e captar ligações aéreas e por rapidamente a funcionar os certificados digitais para facilitar a circulação de pessoas. Noutros sectores, continuar a reforçar o sistema nacional de saúde e manter o bom ritmo de vacinação, reduzir o IRC, promover apoios financeiros a fundo perdido, agilizar os licenciamentos e estimular os investimentos privados de nacionais e internacionais. E ainda preciso liberar a entrada de brasileiros e dos EUA.

Na Vila Galé quantos postos de trabalho se perderam com a pandemia? Vai ser possível recuperá-los rapidamente?
Na Vila Galé não houve qualquer despedimento devido à pandemia, mas por força da pandemia, deixámos de contratar muita gente nova.

Quanto tempo vai levar para chegar aos níveis de faturação do turismo de 2019?
Acreditamos que os valores pré-pandemia, idênticos aos registados em 2018/2019 só deverão regressar em 2023/2024.

No Brasil, qual é a situação atual das unidades hoteleiras? A procura interna está mais forte que em Portugal?

Estão todas as funcionar. Efetivamente, a realidade dos dois países é muito diferente. No Brasil temos conseguido manter alguma atividade económica e não tivemos um período de paragem tão grande. A época alta correu relativamente bem tendo em conta toda a situação, também graças ao mercado interno gigantesco que o Brasil tem. Apesar da pandemia, no ano passado também cumprimos o que estava previsto e abrimos o Vila Galé Paulista dentro do prazo. Neste momento, estamos a construir mais um resort, o Vila Galé Alagoas. Na atual situação a procura está muito baixa e só a vacinação poderá aumentar a procura.

A Vila Galé manteve os investimentos em Portugal ou a pandemia travou o desenvolvimento de novos projetos? 

Não travou. Mesmo em pandemia em 2020, cumprimos o calendário e abrimos os dois hotéis que estavam previstos em Portugal, o Vila Galé Serra da Estrela, em Manteigas, e o Vila Galé Collection Alter Real, em Alter do Chão. E concretizámos a ampliação do Vila Galé Douro Vineyards, que passou de sete para 49 quartos. Finalizámos também a central de processamento de frutas, na nossa herdade em Beja. Neste momento, estamos a trabalhar no projeto que temos para São Miguel, nos Açores. No centro de Ponta Delgada, vamos renovar parte do edifício sede da Santa Casa da Misericórdia, o antigo convento e hospital de São Francisco, transformando-o num hotel de charme. Terá cerca de 93 quartos, restaurantes, bar, piscinas e spa num investimento de cerca de 10 milhões de euros.

Temos em preparação vários outros projetos como o NEP/KIDS Hotel e um Agroturismo, no Vila Galé Clube de Campo em Santa Vitória, Beja, entre outros.

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