Sexta-feira, Março 6, 2026
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Vilalara Grand Hotel Algarve inicia novo capítulo no “quiet luxury”, com aposta no “MICE high-end” e wellness

O Vilalara Grand Hotel Algarve entrou numa nova fase após a integração no grupo espanhol Azora, com nova identidade, áreas renovadas e um reposicionamento no nicho do quiet luxury. Em entrevista ao TNews, Robert Neves, diretor-geral, revela que a ocupação está “cerca de 10% acima” do registado no ano anterior, com uma taxa média anual de 75%. A unidade de cinco estrelas está também a reforçar a sua aposta em segmentos estratégicos como o “MICE high-end”, o wellness e os casamentos.

Fundado em 1966 pelo inglês George Ainsley e projetado pelo arquiteto José de Almeida Araújo, o Vilalara sempre esteve ligado à exclusividade e ao turismo de luxo. Nesta Páscoa, a unidade de cinco estrelas em Armação de Pêra reabriu portas, agora sob o nome Vilalara Grand Hotel Algarve, com um reposicionamento que procura “não só atualizar o produto, mas também regressar às origens”.

 “A 2 de abril avançámos com a nossa abertura com o reposicionamento do produto. Houve um grande investimento por parte da Azora no que diz respeito ao look and feel do próprio produto, que já estava a precisar de atualização”, começa por afirmar Robert Neves, diretor-geral do hotel.

De acordo com o responsável, o “grande objetivo” do grupo espanhol Azora foi “trazer uma sensação de casual luxury”, mantendo o “respeito pelo legado e pela história” da unidade. “O nosso reposicionamento é no nicho do luxo que procuramos: o quiet luxury. Procuramos fazer valer a inserção na natureza e a proximidade da praia, mas, acima de tudo, a tranquilidade”, diz Robert Neves.


Espaços renovados e desempenho após rebranding

As mudanças estenderam-se dos quartos à receção, pensada para transmitir a sensação de “chegar a casa”, passando pela renovação das áreas comuns, como a Praça das Rosas. 

A restauração foi outro eixo da transformação, procurando “ao máximo dar um sentimento de portugalidade ao produto e à própria oferta de F&B”, segundo o diretor-geral.

“No [restaurante] Raízes procurámos reviver a tradição da cozinha portuguesa e algarvia, olhando sempre para a origem ancestral deste método de cozinhar através do fogo”, destaca Neves. Já o Coral foi alvo de renovação com ambiente e carta reformulados, enquanto o Vento foi inaugurado com foco na cozinha saudável.

A componente wellness não foi esquecida. O espaço de 2.600 m² foi remodelado e equipado com um novo ginásio, reforçando a atratividade do hotel em épocas de menor procura. “Muitas vezes, a motivação [dos hóspedes] para chegar cá, até mesmo em shoulder season, é o wellness, por isso houve um trabalho para dar um revamp ao espaço e modernizar os equipamentos e espaços como o ginásio”, indica o responsável, admitindo que “poderá haver ainda algum investimento no espaço do spa”.

No balanço do rebranding, Robert Neves considera que 2025 será um ano “de crescimento” face “ao investimento que foi feito e ao reconhecimento do próprio mercado relativamente a este esforço”.

Em termos de performance, os números confirmam a aposta. “Quando comparamos a nossa ocupação com o ano anterior, estamos acima daquilo que tínhamos materializado na mesma altura em cerca de 10%”, adianta. “No verão toda a gente tem uma casa cheia, mas anualmente estamos acima dos 75%”. Tendo em conta a “multiplicidade de tipologias”, o preço médio atinge os 730 euros no pico do verão e a estadia média ronda as cinco noites.

“O nosso reposicionamento é no nicho do luxo que procuramos: o quiet luxury. Procuramos fazer valer a inserção na natureza e a proximidade da praia, mas, acima de tudo, a tranquilidade”

Principais mercados e apostas

Segundo Robert Neves, a integração no grupo Azora trouxe também uma redefinição em termos de mercados emissores. “Quando olhamos para o fruto deste reposicionamento, diria que está a dar os seus frutos em mercados recentes, como o mercado americano, que, neste momento, é o nosso primeiro mercado”, indica o responsável.

O top 5 é completado por Reino Unido, Alemanha, Suíça e Portugal, sendo que o mercado nacional “destaca-se naturalmente nos meses de julho e agosto”, chegando a liderar no pico de verão. Já o mercado espanhol cresce de forma “mais tímida”, mas continua a ser encarado como oportunidade.

O “grande segmento” em que o resort atua é o lazer, com o sol e a praia como as principais motivações. No entanto, para enfrentar a sazonalidade, o Vilalara aposta em segmentos estratégicos como o MICE e o wellness. 

“Acabamos de investir agora numa nova sala, sala essa que acaba por funcionar como multiusos, pois poderá ser utilizada não só numa perspectiva de wellness, para retiros de yoga, como também para pequenas reuniões”, avança.

Neste sentido, “o foco para a época baixa é tentar associar o wellness a retiros executivos e pequenas reuniões”, olhando para “um mercado MICE high-end”. A sala em questão conta com uma capacidade para 80 pessoas e pode ser complementada com “quatro residências que podemos facilmente converter em breakouts, cuja capacidade pode ser até 16 pessoas cada”.

“O wellness acompanha toda a atividade do ano, mas o nosso high season de wellness acaba sempre por ser o shoulder season do Vilalara, por isso os retiros vão ter um papel fundamental. No mês de outubro, vamos ter aqui já um retiro e, para o ano, também temos alguns em carteira”, refere.

Outra aposta do Vilalara é o mercado dos casamentos. “Temos espaços não só como [o restaurante] Raízes, mas também temos jardins, num total de 11 hectares, que podemos aproveitar para fazer casamentos ou até atividades de MICE”, diz o responsável.

“O nosso foco para a época baixa é olhar para o wellness e tentar associar a retiros executivos e pequenas reuniões, olhando para um mercado MICE high-end

Serviço e sustentabilidade no centro

A nível de oportunidades, Robert Neves destaca a excelência do serviço. “Este ano já fomos integrados no Forbes Travel Guide e estamos agora a dar os passos para a certificação, como forma de poder certificar e dar garantias daquilo que é a excelência prestada aos nossos hóspedes, com o cuidado do detalhe”, aponta o diretor-geral.

Na vertente da sustentabilidade, Maria de la Vega, responsável de Vendas e Marketing, reforça o compromisso do Vilalara. “Há diferentes ações que estamos a tomar ao longo do ano que são fundamentais para reforçar a nossa responsabilidade com o planeta. Temos painéis solares e um sistema de iluminação eficiente. As nossas piscinas são de água salgada. Temos mais de 200 espécies no jardim e, com a nossa equipa de jardinagem, estamos a transformar os espaços comuns nestes 11 hectares para espécies autóctones”, informa.

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