Zoomarine assinala 35 anos e anuncia novo espaço para a conservação e investigação ambiental

-PUB-spot_img

O Zoomarine anunciou a construção de um novo espaço para a conservação e investigação ambiental, o Centro Immerso, durante a celebração oficial do seu 35.º aniversário, realizada na passada sexta-feira, 26 de junho. O novo espaço tem abertura prevista para 2029 e tem como objetivo reunir numa única infraestrutura as competências já desenvolvidas pelo parque temático nestas duas áreas, conforme explicou João Neves, diretor de Ciência e Conservação.

O Centro Immerso tem como propósito mostrar o trabalho que está a ser feito há 35 anos, mas que continua “debaixo de água”, numa única infraestrutura, começou por dizer João Neves. O espaço, anexo ao Zoomarine, será composto por incubadora de projetos, centro de reabilitação e de investigação, jardim botânico, projetos de conservação e banco de sementes do Algarve.

Enquanto o jardim botânico será uma zona de experimentação e também uma salvaguarda para as espécies autóctones, o centro de reabilitação destacar-se-á por ser “uma espécie de adenda” a um projeto já existente, funcionando como um complemento de capacitação. Já a incubadora de projetos será uma porta de entrada para novas iniciativas nacionais e internacionais.

Tnews
João Neves, diretor de Ciência e Conservação do Zoomarine

Segundo João Neves, o Centro Immerso não será apenas um espaço de trabalho interno e externo, assumindo-se também como um “espaço que seja funcional ao serviço da comunidade”, com postos de trabalho e residências para investigadores, startups e projetos de conservação, auditório e salas de reuniões, com o objetivo de atrair investigadores da região, de outras zonas do país e do estrangeiro para trabalharem em conjunto.

O centro fica completo com o “fundo de conservação”, descrito como “essencial” para fechar este ciclo. “Todos nós sabemos que sem dinheiro não se faz nada. É fundamental criar um fundo de conservação que depois dê uma gestão autónoma independente para os projetos de conservação, sempre sob a alçada do Zoomarine”.

Em 2027 será finalizada a primeira fase do centro de reabilitação, com instalações técnicas de reabilitação de fauna marinha. Em 2028 ficará pronto o jardim botânico, banco de sementes e preservação da memória genética da flora endémica do Algarve. O Centro Immerso tem abertura prevista para 2029.

Zoomarine faz balanço positivo dos 35 anos e espera manter o “mesmo nível de procura”

Tiago Pierotti, diretor executivo do Zoomarine

À margem do evento, falámos com Tiago Pierotti, diretor executivo, que fez um balanço destes 35 anos de história, uma jornada com “muitos desafios”, mas sempre com um propósito associado: “deixarmos o nosso contributo em prol da necessidade que é agirmos, enquanto sociedade, para a proteção das espécies e do nosso planeta”.

Aberto há 35 anos, o Zoomarine nasceu com o propósito de “alterar comportamentos” e “proteger a natureza”. “O Zoomarine transformou-se no que é hoje: um espaço único, não sou na Europa, mas também a nível internacional, que é referência do ponto de vista da alegria, do entretenimento, mas também a nível do trabalho científico, do turismo e do Porto de Abrigo – nós fomos o primeiro Porto de Abrigo do país”.

Tiago Pierotti admite que foram anos de “extrema satisfação”, de “alegria” e também de “alguns desafios”. “É um espaço que se reinventa a cada ano, com novas atrações, com novas abordagens, com novos trabalhos no campo da conservação da natureza, tanto cá dentro do parque como na própria natureza”. Exemplo disso é a construção de um novo centro para a conservação e investigação ambiental, reforçou.

O diretor executivo fez também um balanço de 2025, ano em que o Zoomarine recebeu mais de 630 mil visitantes. Em destaque está o mercado português, que representa cerca de 50% do total. Existe também uma forte presença do mercado britânico (30%) e um crescimento gradual dos mercados espanhol e francês nos últimos anos. Verifica-se ainda a emergência de outros mercados, como o norte-americano e o brasileiro, embora com expressão reduzida.

“O ano correu como esperava. O número de visitantes nos últimos anos tem acompanhado o aeroporto. O próprio turismo da região cresceu muito e nós soubemos capitalizar esse efeito e transformá-lo em aumento de valor para o parque temático, ou seja, não só fomos na onda do crescimento como também agregámos valor ao Zoomarine”, explicou.

Questionado sobre expectativas para este ano, Tiago Pierotti espera manter “o mesmo nível de procura, aumentar o nível de atratividade dos nossos serviços e produtos e consolidar o nosso produto e a nossa marca, não só na vertente do entretenimento, mas também na vertente científica e na vertente educacional”.

DEIXE A SUA OPINIÃO

Por favor insira o seu comentário!
Por favor, insira o seu nome aqui

-PUB-spot_img