Accor aumenta RevPAR em 4,9% no 3.º trimestre e receitas atingem 1,5 mil milhões de euros

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A Accor registou um crescimento de 4,9% na receita por quarto disponível (RevPAR) no terceiro trimestre de 2026, face ao período homólogo, impulsionado sobretudo pelo aumento das tarifas médias, bem como pelo menor impacto do conflito no Médio Oriente, que tinha condicionado os resultados do trimestre anterior.

De acordo com o site noticioso Business Travel News, que cita as declarações de Martine Gerow, diretora financeira da Accor, durante a apresentação dos resultados trimestrais, o crescimento do RevPAR foi impulsionado quase exclusivamente pela subida de 4,7% da tarifa média diária (ADR), que atingiu os 117 euros. Já a taxa de ocupação manteve-se praticamente estável, com um aumento de 0,1 pontos percentuais, para 70,6%.

No conjunto do terceiro trimestre, a Accor registou receitas totais de 1,5 mil milhões de euros, o que representa um crescimento de 7,7% face ao período homólogo.

Martine Gerow destacou que o desempenho do grupo foi sustentado pela procura dos segmentos de lazer e negócios, com as receitas provenientes das viagens corporativas de grupo a registarem um crescimento de dois dígitos, embora na parte inferior desse intervalo.

Apesar da continuidade do conflito no Médio Oriente, a Accor registou um “crescimento sólido” na Arábia Saudita, no Egito e na Turquia. Os Emirados Árabes Unidos foram o único mercado da região a continuar a apresentar um impacto significativo, com uma quebra de cerca de 20% no RevPAR face ao mesmo período de 2025.

Relativamente ao quarto trimestre, Martine Gerow adotou uma posição cautelosa, tendo em conta a elevada base de comparação com o período homólogo de 2025, quando o RevPAR cresceu 7%.

A evolução do mercado francês é também acompanhada de perto pelo grupo, devido à instabilidade no país. França representa 23% das receitas de alojamento da Accor, sendo que a região metropolitana de Paris concentra cerca de metade desse valor. A cidade de Paris, por si só, representa aproximadamente 7% das receitas de alojamento do grupo.

“O que temos observado até agora é um ligeiro aumento nos cancelamentos, mas nada que nos preocupe em termos de reservas futuras”, afirmou Martine Gerow, citada pela Business Travel News.

Segmento de luxo e lifestyle lidera crescimento

Por segmentos, a divisão Luxury & Lifestyle destacou-se no terceiro trimestre, com um aumento homólogo de 8,3% no RevPAR, para 180 euros. Este desempenho foi impulsionado por uma subida de 7,2% na tarifa média diária, para 258 euros, enquanto a taxa de ocupação cresceu 0,7 pontos percentuais, para 69,7%.

Na região das Américas, o RevPAR dos hotéis dos segmentos premium, médio e económico aumentou 6,5%, para 49 euros. A tarifa média diária subiu 4,5%, para 76 euros, e a taxa de ocupação avançou 1,3 pontos percentuais, para 64,8%.

Já na região do Médio Oriente, África e Ásia-Pacífico, o RevPAR cresceu 3,6%, para 55 euros, acompanhado por uma subida de 4,9% na tarifa média diária, para 81 euros. Em contrapartida, a taxa de ocupação recuou 0,9 pontos percentuais, fixando-se nos 67,9%.

Na Europa e Norte de África, o RevPAR aumentou 2,5% em termos homólogos, para 80 euros. A tarifa média diária cresceu 1,8%, para 106 euros, enquanto a taxa de ocupação subiu 0,5 pontos percentuais, para 74,8%.

Durante este período, o grupo inaugurou 63 hotéis, correspondentes a quase 9.000 quartos, alcançando um crescimento líquido da rede de 3% nos últimos 12 meses.

A 30 de setembro de 2026, o portfólio da Accor ultrapassava os 5.850 hotéis e os 885.000 quartos em todo o mundo. O grupo contava ainda com mais de 1.620 hotéis em desenvolvimento, correspondentes a mais de 273.000 quartos.

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