O turismo urbano na Europa saiu da fase de recuperação acelerada e entrou numa etapa de estabilização, aponta o Relatório de Viagens Urbanas da CityDNA 2024-2025, publicado esta semana.
Segundo o estudo, que analisou 128 cidades, o crescimento médio de dormidas caiu de 13,7% em 2023 para 5,8% em 2024, indicando que o setor urbano não está mais em recuperação, mas sim ajustando estratégias para um cenário de estabilização.
“O relatório deste ano sinaliza uma nova fase para o turismo urbano na Europa”, afirmou Barbara Jamison-Woods, presidente da City Destinations Alliance. “O crescimento já não é a única métrica. Os destinos urbanos agora são chamados a definir o sucesso em termos de valor, sustentabilidade e prosperidade partilhada. Essa mudança exige estratégias baseadas em evidências e num alinhamento mais forte entre as agendas do turismo urbano e nacional.”
Londres, Paris e Istambul são líderes em volume de dormidas. Entre as cidades com maior crescimento estão Milão (+28,1%), Florença (+16,6%) e Viena (+9,1%). No total, 107 das 128 cidades tiveram aumento no número de dormidas.
Apesar do crescimento, o relatório mostra que o turismo nacional avançou mais do que o urbano. As dormidas internacionais cresceram 12,2% nos países da União Europeia e Reino Unido, enquanto nas cidades o ritmo foi de 7,9%. Em regiões não urbanas, o crescimento foi de 7,6%, superior aos 5,2% registados nos centros urbanos.
“O turismo urbano continua s ser o segmento mais dinâmico da economia turística, mas agora precisa competir com base na resiliência e na inovação”, observou Karl Wöber, Reitor da Universidade Modul de Viena e parceiro científico do relatório. “Os dados mostram estabilização, mas também sinalizam desafios estruturais emergentes que exigem uma gestão sofisticada do destino e um planejamento de longo prazo.”
A capacidade de camas nas cidades cresceu 5,5% em 2024, com destaque para Florença (+35,7%) e Barcelona (+33,4%) entre 2020 e 2024. A ocupação média de camas subiu para 48,8%, face a 46,8% em 2023.





