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Aeroporto: “Não cabe à ANA tomar decisões sobre aeroportos, cabe ao Governo”

O presidente do Conselho de Administração da ANA, José Luís Arnaut, disse esta quarta-feira, 6 de julho, que cabe ao Governo decidir a localização do novo aeroporto, mas garantiu estar disponível para colaborar para que a escolha “seja a melhor para o país”.

“Não cabe à ANA tomar decisões sobre aeroportos, cabe ao Governo”, afirmou o chairman da gestora aeroportuária, que está a ser ouvido na Assembleia da República, por requerimento do PSD. José Luís Arnaut garantiu, porém, que a gestora aeroportuária está disponível para “colaborar para que a decisão que for tomada seja a melhor para o país”.

“Eu sei que Portugal é o país de especialistas de aeroportos, todos são especialistas de aeroportos, eu acho que muitos deles não fizeram aeroportos nem de legos, portanto, é um desporto nacional”, afirmou o presidente da ANA, acrescentando que a empresa tem opiniões sobre a matéria e dará pareceres técnicos “no momento próprio”.

“Neste momento não há nenhuma decisão, está tudo por decidir. Decidam e depois chamem-nos cá [à Assembleia da República]”, rematou.

Questionado pelos deputados da Comissão de Economia, Obras Públicas, Planeamento e Habitação sobre os cancelamentos de voos que se têm verificado nos últimos dias, o responsável começou por dizer que estava apenas preparado para responder sobre o tema do requerimento, que teve como fundamento a classificação do site alemão AirHelp, que se dedica à defesa dos passageiros aéreos.

Recorde-se que este site divulga anualmente um ranking mundial dos aeroportos, no qual o Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, surge na 132.ª posição, com uma avaliação geral de 5.76 em 10 pontos, entre os 132 aeroportos avaliados, ou seja, em último lugar, e o Aeroporto Sá Carneiro, no Porto, aparece como o oitavo pior, com uma pontuação geral de 6.46.

No entanto, José Luís Arnaut acabou por admitir que se vive “um momento bastante difícil e complexo a nível europeu e também nos Estados Unidos”, que são problemas “em toda a aviação” que causam “grande agitação no setor”.

“Há um conjunto de medidas, planos de contingência, há um conjunto de preparações que foram feitas para tentarmos ultrapassar esta situação”, afirmou.

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