Segunda-feira, Agosto 8, 2022
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Aeroporto: Região de Leiria pede ao Governo para equacionar Ota e Alverca

O presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Leiria, Gonçalo Lopes, pediu esta sexta-feira ao Governo para equacionar as localizações da Ota e Alverca para a nova infraestrutura aeroportuária do país.

“É o momento de conseguir tomar as decisões corretas e implementá-las de maneira rápida. E, por isso, a nossa posição – e que já está a ser também debatida com outras CIM durante o período de ontem [quinta-feira] e de hoje – é que o Governo deverá, uma vez que deu abertura a um debate profundo sobre esta matéria nos próximos tempos, incluir novamente na análise a solução a norte do Tejo”, neste caso Alverca e Ota, afirmou à agência Lusa Gonçalo Lopes, também presidente da Câmara de Leiria.

Para o autarca, a solução é aquela que, do ponto de vista económico e ambiental, “foi, durante muito tempo, nomeadamente a Ota, classificada como uma das melhores propostas”.

“Se queremos ser práticos, rápidos e, sobretudo, a pensar na sustentabilidade económica da infraestrutura, uma vez que grande parte dos utilizadores do Aeroporto Internacional de Lisboa são da margem norte do Tejo e não seria necessário construir uma ponte, nem uma linha de TGV [comboio de alta velocidade] com tanta urgência ou por esse motivo, faz todo o sentido – tendo em conta a crise que estamos a viver, mas, por outro lado, a importância que o turismo tem para a nossa economia – que se equacione a solução de Alverca e da Ota”, declarou.

Na quinta-feira, o primeiro-ministro, António Costa, determinou a revogação do despacho que apontava os concelhos do Montijo e Alcochete como localizações para a nova solução aeroportuária da região de Lisboa, desautorizando o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, que no dia anterior apresentou esta proposta.

A solução apontada passava por avançar com o projeto de um novo aeroporto no Montijo complementar ao Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, para estar operacional no final de 2026, sendo os dois para encerrar quando o aeroporto no Campo de Tiro Alcochete estiver concluído, previsivelmente em 2035.

No mesmo dia, António Costa defendeu que na nova solução aeroportuária para a região de Lisboa se tem de “trabalhar para uma solução técnica, política, ambiental e economicamente sustentável – uma solução que seja objeto de um consenso nacional, designadamente com o maior partido da oposição”.

Gonçalo Lopes (PS) salientou que “se querem consenso político têm de ter o apoio da população portuguesa e a esmagadora maioria da população portuguesa está, seguramente, de acordo com uma solução aeroportuária a norte de Lisboa, uma vez que há aqui uma dinâmica populacional que iria beneficiar de uma solução dessas do ponto de vista económico e financeiro”.

Questionado sobre se na eventualidade de serem equacionadas as localizações da Ota e Alverca a abertura ao tráfego civil da Base Aérea de Monte Real, em Leiria, como tem pugnado a Câmara, perde força, Gonçalo Lopes contrapôs que “são coisas totalmente diferentes”, estabelecendo um paralelismo entre campos de futebol para a Liga dos Campeões e para a III divisão nacional.

“Esta infraestrutura [futuro aeroporto], temos de a pensar para servir o país e não um determinado tipo de região”, realçou, adiantando que os aeroportos regionais são “estruturas pequenas, de baixa operação, para servir ‘charters’”.

O presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria frisou que se trata de “uma posição que pensa o país e não uma solução de mero interesse de localidade”.

“E esta proposta irá, no meu entender, resolver muitos das indefinições e inseguranças que há neste processo, porque, como é óbvio, o povo português desconfia de soluções que, do ponto de vista económico e ambiental, são tão contestadas”, disse, considerando que “é por isso é que as decisões têm sido adiadas ano após ano”.

Além de Leiria, integram esta CIM os Municípios de Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós.

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