Quinta-feira, Maio 23, 2024
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Agências espanholas cortam relações com Vueling por causa de aumento de tarifas

A Confederação Espanhola de Agências de Viagens (CEAV) vai propor ao seu próximo Conselho de Administração, que terá lugar no próximo dia 1 de março, o rompimento de relações institucionais com a Vueling, por considerar que “esta se posicionou como um fornecedor hostil em relação as agências”, noticia a imprensa espanhola. Em causa está a decisão da companhia aérea de aplicar um aumento às tarifas distribuídas através de sites de agências e dos canais NDC. Uma decisão que não vai ser revertida, confirmou a companhia numa reunião que realizou com a CEAV, na passada terça-feira, dia 21.

A organização presidida por Carlos Garrido também irá propor a contratação de um escritório de advocacia para estudar possíveis ações judiciais que podem ser instauradas, especialmente perante a Comissão Nacional de Concorrência.

O objetivo é que este tribunal decida se a medida está de acordo com a lei, especialmente nas rotas (como Ibiza ou Menorca), em que a transportadora detém uma posição dominante, “situação que deixa os clientes das agências de viagens em condições inferiores em todos os seus canais de venda, ainda mais após o esforço das minorias em implementar os desenvolvimentos tecnológicos necessários para o NDC”, defende a CEAV.

Esta é mais uma reação do setor de agências à decisão da Vueling. No passado dia 19 de fevereiro, a Associação Corporativa de Agências de Viagens Especializadas (ACAVE) decidiu expulsar a Vueling como membro da sua associação, bem como romper com todas as ações pendentes com a companhia aérea, como a participação no Acave Travel Market.

“Este aumento tem com o objetivo desestimular as vendas por canais indiretos e priorizar as suas próprias vendas diretas através de Vueling.com e da app Vueling”, defende a ACAVE.

Após o anúncio desta medida, que a associação “entende ser totalmente discriminatória para agências de viagens e contrariando a legislação europeia”, a ACAVE já pediu à associação europeia ECTAA que analise “possíveis violações” à lei” e também “colocou o assunto nas mãos de um escritório de advocacia especializado no competência para tomar as medidas legais correspondentes com a maior brevidade possível”.

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