Durante o verão, o TNews conversa com agentes de viagens de norte a sul do país, em entrevistas informais que revelam o outro lado da época alta. Histórias curiosas, pedidos insólitos e tendências do setor — tudo contado por quem vive o verão no centro da ação, na nova rubrica “Agentes em Época Alta”.
À conversa com Patrick Fernandes | Norte Viagens
Qual foi a viagem mais inusitada que já vendeu?
Não consigo referir uma viagem única que tenha sido inusitada. Temos muitos pedidos surpreendentes que se tornam desafios e que, sendo mais ou menos comuns, fazem sentido para o cliente e, por isso, olhamos para todos esses pedidos como uma oportunidade para fazer algo especial e diferente. Mas há pedidos, principalmente em grandes viagens, que combinam destinos menos comuns e que nos apanham de surpresa.
E a pergunta mais estranha que já ouviu de um cliente?
Pergunta sobre se vai chover nas férias talvez esteja no topo das mais estranhas e que nos fazem mais vezes.
Que destino recomenda de olhos fechados — e porquê?
De forma geral, os destinos de charter que temos na programação dos principais operadores podemos apresentar de olhos fechados. Claro que podemos fazer triagem nos hotéis que apresentamos, mas os destinos são quase todos bons. Cabo Verde e Caraíbas são sempre destinos que gostamos de vender e, nas grandes viagens, não há como errar nas Maldivas. Todos estes por serem destinos com muita qualidade e que podemos vender praticamente o ano inteiro.
Há alguma tendência no setor que lhe desperte particular entusiasmo?
O setor está a sofrer algumas alterações que nos obrigam a estar cada vez mais atentos. No entanto, vejo isso como o mercado a evoluir naturalmente. Existe cada vez mais preocupação com a sustentabilidade nas empresas e sabemos que a aplicação das novas tecnologias, como as ferramentas de IA, em todos os aspetos do negócio, abre novas formas de olhar para o nosso trabalho e para a forma como temos que nos posicionar perante um cliente cada vez mais informado e exigente.
Quando chega a sua vez de viajar, como escolhe os seus próprios destinos de férias?
Depende do momento em que quero realizar a viagem. Gosto de férias de praia, para descansar, e adoro um bom destino com água quente e azul turquesa. Gosto muito de conciliar cultura com essas férias de praia, mas também férias de cidade/culturais. Seja em que tipo de férias for, eu gosto sempre de ter boas experiências, que me permitam algum contacto com locais e absorver o máximo de cada destino. Nunca estive num destino que não tenha gostado, mas claro, estive em alguns que gostei mais do que outros. Tento sempre tirar o melhor de cada destino que visito.
Nota de editor
Se é agente de viagens e quer participar na rubrica “Agentes em Época Alta”, envie o seu contributo respondendo a estas cinco perguntas para cmonteiro@tnews.pt.



