Um total de 18 locais distribuídos por cinco concelhos do Alentejo já integra a rede de Refúgios Climáticos “Stay Cool”, que disponibiliza aos visitantes comodidades como ambientes térmicos controlados, água potável e zonas de descanso.
Em comunicado, a Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo indicou que está apostada “na criação de uma rede regional de refúgios climáticos”, que já abrange os concelhos de Almodôvar e Cuba, no distrito de Beja, Arronches e Castelo de Vide, no distrito de Portalegre, e Mourão, no distrito de Évora.
“Outros municípios se seguirão”, adiantou a entidade regional de turismo, que considera a iniciativa “estratégica” para o território.
O objetivo é que “a Rede de Refúgios Climáticos se alastre a todo o território”, contribuindo para o aumento da competitividade do destino, nomeadamente durante o verão, através da disponibilização de “ambientes exteriores e interiores termicamente mais estáveis e agradáveis”.
Nos espaços certificados, os visitantes poderão encontrar “ambientes térmicos controlados, água potável e zonas de descanso, entre outras amenidades”, explica a ERT.
A certificação “Stay Cool”, integrada no programa Refúgios Climáticos – “Stay Cool”, promovido pelo Turismo de Portugal, abrange atualmente 18 locais no Alentejo: sete em Almodôvar, sete em Cuba, dois em Mourão, um em Arronches e um em Castelo de Vide.
Apoios podem chegar aos 75 mil euros
No âmbito do Programa Crescer com o Turismo, o Turismo de Portugal lançou no início de agosto um aviso específico para a criação da Rede de Refúgios Climáticos — “Stay Cool”.
O programa dispõe de “um orçamento de um milhão de euros” para apoiar a criação e qualificação de refúgios climáticos em território nacional, segundo a ERT. O financiamento destina-se a câmaras municipais e juntas de freguesia, que podem apresentar candidaturas individualmente ou em conjunto.
O apoio assume a forma de “incentivo não reembolsável” e pode cobrir até 80% das despesas elegíveis, com um limite máximo de 75 mil euros por candidatura.
Citado no comunicado, o presidente do Turismo do Alentejo e Ribatejo, José Santos, considera que “este programa é muito importante” para o território, “em especial para as zonas do interior”.
“Estamos bastante empenhados na sua disseminação pela região”, sublinhou o responsável, acrescentando que a ERT está, em colaboração com o Turismo de Portugal, “em permanente contacto com os municípios, ajudando-os na preparação de candidaturas e na submissão dos locais na plataforma propostos a refúgios climáticos”.
José Santos acrescentou que, através da linha de apoio do Turismo de Portugal, poderá ser financiada, por exemplo, “a criação de zonas urbanas de ensombramento, espaços verdes, melhorar o mobiliário urbano e instalar aspersores”.




