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ANA nega pressionar Governo e PSP para facilitar controlo de fronteiras no aeroporto de Lisboa

A ANA negou este domingo, 6 de julho, as alegações da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), que acusou a gestora aeroportuária de pressionar o Governo e a PSP para facilitar o controlo de fronteiras no aeroporto de Lisboa.

“A ANA desmente categoricamente as alegações feitas pela ASPP de que estaria a pressionar o Governo e a PSP para que se reduza o controlo de fronteiras no Aeroporto Humberto Delgado”, afirmou fonte oficial da ANA – Aeroportos de Portugal, em resposta enviada à agência Lusa.

A ANA sublinhou que o controlo de fronteiras é da exclusiva responsabilidade do Estado e que não tem “qualquer tipo de interferência” na forma como o mesmo é realizado.

“Ao registar tempos de espera superiores a duas horas nas chegadas, e que chegam a atingir quatro horas, a ANA tem, acima de tudo, expressado a sua grande preocupação com os passageiros”, realçou, lamentando que “a ASPP não partilhe desta preocupação e demonstre total indiferença a tempos de espera tão elevados”.

No sábado, a ASPP/PSP pediu ao Governo que não ceda a alegadas pressões da ANA Aeroportos para facilitar o controlo fronteiriço em Lisboa com o objetivo de diminuir os tempos de espera.

Numa nota, a associação sindical disse ter conhecimento de que a ANA – Aeroportos de Portugal “tem exercido pressão sobre a Polícia de Segurança Pública e o Governo para atenuar os controlos na fronteira de Lisboa, isto numa tentativa clara de diminuir os tempos de espera”.

O sindicato da PSP considerou “incompreensível e intolerável que o Governo” ceda aos interesses de uma empresa privada “cujo único propósito é aumentar os seus lucros”, numa altura em que o Executivo definiu o controlo da imigração como uma das suas prioridades.

Segundo a ASPP/PSP, é “tecnicamente impossível” assegurar o nível de segurança e controlo exigido pelo Regulamento de Schengen e, simultaneamente, acelerar o fluxo de viajantes no Aeroporto de Lisboa “sem colocar em causa toda a comunidade europeia”.

A entidade sindical alertou que “os polícias de serviço nas fronteiras encontram-se exaustos”, porque nunca se registou um volume tão elevado de passageiros, que continua com a tendência de aumento.

A ASPP/PSP afirmou que “falta reconhecimento e falta compensação financeira” a estes agentes e salientou que “tudo fará para que um operador privado não interfira nos serviços públicos essenciais, sobretudo na salvaguarda da segurança nacional e do Espaço Schengen”.

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