Segunda-feira, Fevereiro 6, 2023
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Apesar do “espantoso dinamismo” do turismo, o setor tem de “percorrer um longo caminho de recuperação”

O presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo afirma, em vésperas do congresso anual, que, apesar do “espantoso dinamismo” do turismo, o setor tem de “percorrer um longo caminho de recuperação” para balanços empresariais pré-pandemia.

Pedro Costa Ferreira respondeu à Lusa, por escrito, por ocasião do 47.º congresso da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), que vai decorrer de 8 a 11 de dezembro em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, nos Açores.

Questionado sobre quais as expectativas da APAVT para este congresso, numa altura em que os números mostram uma recuperação do setor para níveis perto de 2019, mas em que se vive uma conjuntura de alta inflação, de invasão da Ucrânia, etc, o presidente da APAVT refere que, tal como em anos anteriores, se pretende “fazer um ponto de situação e olhar para o futuro, em conjunto com todos os ‘stakeholders'”.

“Será preciso sublinhar que o ano reflete o espantoso dinamismo e liderança do setor turístico, das agências de viagens também, mas que teremos de percorrer um longo caminho de recuperação para voltarmos a ter os balanços contabilísticos de 2019. Paralelamente, como é tradição dos nossos congressos, será um momento de imersão total no destino turístico Açores, São Miguel, em particular (…)”, reforçou Pedro Costa Ferreira .

Em 26 de setembro, a então secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, disse, em entrevista à Lusa, que apesar da recuperação “muito vigorosa” do setor, os balanços das empresas – “altamente deteriorados” – ainda vão levar alguns anos a robustecer.

A edição deste ano vai contar, segundo o mesmo responsável, com 751 congressistas. Em 4 de julho, aquando a apresentação do congresso em Ponta Delgada, Pedro Costa Ferreira lembrou que este encontro, apesar de “organizado por agentes de viagens”, é “historicamente o congresso do turismo português”, no qual se faz a “reflexão do que tem acontecido” e onde se traçam “algumas bases do caminho” a percorrer.

Sobre a escolha dos Açores como ‘palco’ este ano, o presidente da associação disse hoje à Lusa terem, para começar, considerado “acertado fazer o congresso” em Portugal, “depois da crise enorme” que se viveu. E depois, “pareceu-nos bem escolher, no nosso país, uma montra de sustentabilidade. Tivemos, da parte dos Açores em geral, do Governo regional, e do próprio presidente, um acolhimento entusiástico desta ideia, que fez com que imediatamente tomássemos a decisão”, acrescentou.

Em julho, o presidente do Governo Regional, o social-democrata José Manuel Bolieiro, realçou a importância do congresso que vai permitir “combater a sazonalidade” por decorrer num período de “época baixa”.

O congresso da APVT vai decorrer pela quinta vez nos Açores, depois de o arquipélago já ter recebido o fórum em 1995, 2006, 2013 e 2018.

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