Sábado, Junho 15, 2024
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Convenção GEA: “Não estou nada assustado” com o futuro das agências

O presidente da Associação das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) afirmou na passada sexta-feira, dia 8, que não “está nada assustado” com o futuro das agências de viagens, mas “ciente das tarefas que temos pela frente”.

Pedro Costa Ferreira falava no painel “Empowering Tomorrow”, durante a 19ª convenção do Grupo GEA que decorre em Marrocos.

Uma semana depois do congresso da APAVT, a Inteligência Artificial foi novamente tema de debate, com Costa Ferreira a refutar, mais uma vez, o fim anunciado das agências de viagens: “As agências sempre foram muito resistentes e resilientes. (…) O setor sempre cresceu, sempre abriram agências”, disse, e, “provavelmente, em 2023, os números de 2019 vão ser ultrapassados”.

Para o presidente da APAVT, a condição dessa resistência “é a capacidade de recuperação”, das agências. “São as primeiras a cair, quando há uma perda de compra e queda abrupta, e somos os primeiros a subir, antes do outros e subimos de forma significativa”, acrescentou.

Quanto ao futuro das agências, Costa Ferreira afirma estar “num período particularmente otimista”. “Julgo que o que há de novo no tempo atual é a Inteligência Artificial. Permite, pelo menos, entre outras coisas, fazer tarefas rotineiras mais rápidas, melhor e com menos custos. Coloca-nos mais competitivos”, defende. Por sua vez, o responsável avança com outro fator que tem impacto no trabalho das agências. “Inesperadamente este mundo ficou tão pouco previsível, cheio de coisas inesperadas, cheio de guerras, incêndios, vulcões. A pandemia foi um momento de aproximação entre agentes e clientes. Por causa do mundo estar tão imprevisível, esse factor de aproximação pode ser potenciado com a IA de forma a tornar as agências mais competitivas”.

Pedro Costa Ferreira deixou ainda uma mensagem: “Não vale a pena pensarmos se daqui a 10 anos vamos ser ultrapassados, mas vamos ser ultrapassados por quem utilizar no próximo ano a IA.”

O painel contou ainda com a participação de Eduardo Cabrita, diretor geral da MSC Cruzeiros, que atribui às agências um papel importante na comercialização dos cruzeiros.

“A relação entre as companhias de cruzeiros e as agências tem sido uma relação de parceria e colaboração. Não acredito que alguma vez desapareçam (…) a agências são uma forma do consumidor usufruir das suas férias completamente descansado”, defendeu, lembrando “que mais de 80% dos passageiros que fazem cruzeiros estão a fazê-lo pela primeira vez. Não há outra forma de explicar o que são férias em cruzeiros”.

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