Terça-feira, Janeiro 18, 2022
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De que forma o Metaverso pode alterar a indústria das viagens?

Harry Prince, redator e gestor de conteúdo criativo da Spacehuntr, plataforma online de reserva de espaços, disse à Travolution que o ambiente digital 3D, criado pelo Metaverso (ambiente paralelo que tem por base realidade virtual, ou realidade aumentada), pode mudar a maneira como as pessoas reservam viagens.

De que forma é que o Metaverso poderá alterar as viagens tradicionais? Um dos cenários possíveis é o de as pessoas deixarem de viajar fisicamente para os destinos e passarem a experienciá-los em realidade virtual. Porém, de acordo com Harry Prince, é pouco provável que isto aconteça.

Segundo o redator, podemos duvidar que o Metaverso reproduza totalmente a experiência turística. No entanto, ainda existem maneiras significativas desta rede social deixar a sua marca na indústria das viagens:

  1. As pessoas podem utilizar o Metaverso como uma espécie de vitrines de compra de destinos de férias e acomodações. Imagine poder vaguear por duas cidades diferentes, sem sair da sua sala de estar, comparando e contrastando as duas, examinando hotéis e atrações em 3D;
  2. Pode ser uma forma de comunicar, de forma mais imersiva e interativa, com amigos distantes. Com tecnologia de holograma, é possível sentar-se numa praça em Viena, enquanto conversa com amigos que estão de férias em Amesterdão.
  3. De acordo com Harry Prince esta será uma adição bem-vinda à indústria de eventos. Dietrich Moens, chefe-executivo da Spacehuntr, disse à Travolution que “a indústria de eventos viu um grande aumento – acelerado pela covid-19 – em eventos virtuais e híbridos. Portanto, o Metaverso pode ser uma boa ferramenta para os organizadores de eventos. ”

“Quem sabe se, talvez daqui a 20 anos, iremos todos viajar exclusivamente pelo Metaverso”, sugere o redator. No entanto salienta que, mesmo que a rede nos ofereça uma experiência totalmente imersiva de caminhar pelo Fórum de Roma, nada nos diz se as pessoas vão gostar. Segundo o chefe-executivo, as pessoas sentem-se alienadas da vida moderna e, por esse motivo, anseiam por autenticidade.

O público gosta de experimentar a vida real local quando se trata de turismo – sair dos caminhos conhecidos, comer o que os locais comem, explica. Quanto às férias na natureza, a pesquisa diz que o escapismo e a distração, combinados com a desintoxicação digital, são as principais razões para o aumento das férias na natureza na última década.

Que resposta é que o Metaverso poderá dar neste sentido? Price constata que o Facebook ainda não consegue reproduzir o respingo de água na face ou o cheiro de árvores ao vento e que, por esse motivo, deve haver esperança para o setor turístico.

Contudo, Harry Price acredita que a rede social poderá vir a afetar as viagens de negócios e a indústria de eventos. Quanto às viagens a lazer, é menos claro, mas duvidosa que o Metaverso substitua a indústria de viagens como a conhecemos. No entanto, pode vir a alterar a forma como compramos destinos, acomodações e atrações.

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