Segunda-feira, Junho 17, 2024
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Dividir, para quê?

João Carlos Correia

Sempre nos pautamos pelo politicamente correto quando falamos dos “nuestros hermanos”, mas, na realidade, como na maioria das quezílias fronteiriças, dá-nos algum gozo quando os superamos em qualquer coisa, seja no que for, até no berlinde.

E uma dessas coisas, para mim, enquanto agente de viagens, foi sempre a nossa unidade nacional.

Uma associação, uma representatividade pluralista (nunca vi ações políticas para beneficiar uns e não outros), congressos com 700 ou mais participantes, uma voz presente perante o público, perante as autoridades, muito pouco sindicalista, muito mais profissional, como se quer numa entidade que representa um conjunto de empresas de uma determinada linha de negócio, preocupada com o cliente e sempre, mas sempre, em enaltecer o nosso trabalho.

E agora? Agora temos duas… Para quê? Porquê? Ideologias distintas? Falta de representatividade? Porquê? Poderia eu estar enganado? Quiçá.

Olhei para os estatutos, não encontrei indícios ditatoriais, pelo contrário são bastante pluralistas. Procurei nas atividades desenvolvidas nos últimos anos, em particular nos “pandémicos” e vi uma atuação absolutamente abnegada em prol de uma classe que a todos, TODOS, beneficiou (não foi suficiente, nada seria). Para trás, a descoberta foi idêntica, não encontrei um benefício político que não fosse extensível a todos.

Então, o que é que não estou a perceber?

É certo que ser associado implica em obrigações processuais dentro das nossas empresas, obriga a uma retitude comportamental, mais uma vez em benefício do reconhecimento de uma classe. Mas certamente que não será isso. Não pode ser.

Então? Não é por falta de representatividade, todas as ideias são escutadas e escrutinadas (até as minhas!!). Não é por impossibilidade de filiação, todas as Empresas devidamente constituídas e em situação legal são admitidas. Não é por falta de transparência, as reuniões existem, as contas são publicas, as eleições escrutinadas.

Não percebo!

Sempre fui em prol do associativismo como a melhor forma de representação, palco ideal para se discutirem ideias e políticas para o bem comum e é isso que revejo na minha associação. Não confundamos com plataformas políticas com objetivos de governação, com palcos para o sucesso empresarial ou pessoal. Não, por essência, o associativismo é um ato de abnegação, pessoal e coletiva, na busca do bem comum.

Por isso, dividir para quê? Para reinar? Foi isso que disse Júlio César no seu livro “De Bello Gallico” …

Por João Carlos Correia, da TIME4TRAVEL

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