O diretor geral da easyJet em Portugal, José Lopes, afirmou esta quinta-feira, dia 3, que a companhia está empenhada em continuar a crescer no Porto e ambiciona ser a número um na região.
José Lopes falava na conferência de imprensa conjunta com o Turismo do Porto e Norte para anunciar o aumento da frota em mais dois aviões no aeroporto do Porto, bem como a criação de três novas rotas a partir deste destino (Porto Santo, Madrid e Colónia, na Alemanha) e o aumento na capacidade das rotas existentes com mais de 350 mil lugares, gerando assim cerca de 70 novos postos de trabalho.
“A easyjet acredita no Porto e Norte de Portugal e vai continuar a investir neste mercado, porque tem um potencial enorme”, afirmou o responsável da companhia, que não escondeu a ambição de chegar a número um no Aeroporto Francisco Sá Carneiro.
“O nosso compromisso é que iremos continuar a reforçar [a operação] nos próximos anos e, como o céu é o limite, a nossa ambição é continuar a crescer até sermos a companhia número um nesta região”, referiu.
José Lopes tem dito muitas vezes que “o principal obstáculo para crescer mais e mais depressa tem sido a disponibilidade de slots”. No entanto, no Porto foi essa disponibilidade que permitiu esse crescimento. “O Investimento que houve a nível da infraestrutura permitiu ao aeroporto ter mais disponibilidade de slots e com isso crescemos mais, e acima daquilo que já tínhamos previsto crescer para este verão. Isto tem impacto direto na empresa, mas também na economia e no turismo da região e de Portugal”, refere.
Tanto o crescimento no aeroporto de Lisboa, como no do Porto, está relacionado com a capacidade que vai sendo libertada, mas José Lopes afirma que não depende da easyJet. O responsável elogia, no entanto, o trabalho do aeroporto e faz um apelo à NAV, entidade responsável pela navegação aérea no país: “O aeroporto do Porto fez parte do seu trabalho, existe outra parte que é necessária, que é a NAV permitir também que hajam mais movimentos por hora. O aeroporto do Porto cresceu de 20 para 24 movimentos por hora. A capacidade de pista permite-nos chegar aos 32 movimentos por hora. A partir dos 28 poderá que ter haver algum investimento de infraestrutura a nível dos fluxos de segurança. Temos aqui uma grande margem para continuar a crescer nos próximos anos. É necessário que a NAV também faça investimentos a nível de pessoal para que possamos rentabilizar e poder usar essa capacidade”.
Por outro lado, o diretor geral da easyJet sublinha que pandemia fez com que algumas companhias aéreas estejam a reter os seus direitos históricos de slots. “A partir do verão de 2023 isso começará a desaparecer, começaremos a ver mais slots a serem libertados para os sistemas, estaremos atentos a essa oportunidades para apanhar esses slots de outros operadores, que os vão deixar cair, até por reajuste do seu plano estratégico”.
A easyJet, que é a companhia mundial com mais slots, “concorda” com aquilo que é a política da Comissão Europeia para o uso de slots e José Lopes garante que a companhia não fará voos fantasmas para manter os seu slots, porque “o nosso compromisso com a sustentabilidade para tornar a indústria mais limpa é muito sério”.
“Estamos a trabalhar com aqueles que querem trabalhar com o Porto e Norte”
“É um dia feliz para o Porto e Norte”. Foi desta forma que o presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal, Luís Pedro Martins, comentou o anúncio de mais aviões e rotas da easyJet no aeroporto Francisco Sá Carneiro. Na conferência de imprensa, Luís Pedro Martins salientou os números apresentados pela easyJet e que mostram “a importância da companhia não só para o Turismo, como para todas as outras atividades do Porto e Norte”.

A companhia, que é neste momento a segunda companhia a operar no aeroporto do Porto, já transportou 14 milhões de passageiros para este destino até ao momento.
“Julgo que esta aposta é feita porque encontram no Porto e Norte oportunidades, mercados que querem viajar para cá, uma região que tem cidades com grande capacidade de atração, uma grande diversidade de produtos turísticos, uma excelente oferta hoteleira, diversidade de experiências e uma região que não tem problemas em relação às suas infraestruturas”, afirmou o responsável do Turismo do Porto e Norte, quanto à aposta da companhia.
“Todas estas razões permitem-nos acreditar na retoma e queremos trabalhar com as companhias que encontram motivos para voar para o Porto e Norte”, disse Luís Pedro Martins, para quem ainda existem desafios para resolver. “Temos de aumentar o financiamento, continuar a reivindicar um aumento das verbas para o Turismo de Portugal e para as regiões, para conseguirmos trabalhar cada vez mais esta questão da conectividade aérea e da promoção externa”, concluiu.



