A Emirates voltou a liderar o ranking das companhias aéreas mais lucrativas do mundo, ao registar um lucro líquido recorde de 5,4 mil milhões de dólares (4,7 mil milhões de euros). A Ryanair foi a transportadora europeia mais rentável, num ranking que poderá sofrer alterações este ano devido às tensões no Médio Oriente, segundo uma análise da One Investments.
A análise da gestora de investimentos conclui que as nove companhias aéreas mais lucrativas do mundo somaram, em conjunto, 25,11 mil milhões de dólares (cerca de 22 mil milhões de euros) de lucros líquidos nos mais recentes exercícios financeiros.
Pelo segundo ano consecutivo, a Emirates ocupa o primeiro lugar do ranking, depois de alcançar um lucro líquido recorde de 5,4 mil milhões de dólares, o melhor resultado da sua história. A transportadora do Dubai superou a norte-americana Delta Air Lines, que registou lucros de cinco mil milhões de dólares (4,37 mil milhões de euros), e a United Airlines, com 3,4 mil milhões de dólares (2,9 mil milhões de euros).
Na Europa, a Ryanair foi a companhia mais lucrativa, ao alcançar um lucro de 2,26 mil milhões de euros no exercício terminado em março, um crescimento de 40% face ao ano anterior, impulsionado pela subida das tarifas. A Turkish Airlines surge logo atrás, com cerca de 2,4 mil milhões de dólares (2,1 mil milhões de euros), embora tenha registado uma ligeira redução dos lucros em comparação com o exercício anterior.
O ranking inclui ainda a Singapore Airlines, com 2,1 mil milhões de dólares (1,8 mil milhões de euros), a Qatar Airways, com 1,94 mil milhões (1,69 mil milhões de euros), a Cathay Pacific, com cerca de 1,27 mil milhões (1,11 mil milhões de euros), e a japonesa ANA Holdings, que ultrapassou os 1,1 mil milhões de dólares de lucro líquido (961 mil euros).
A One Investments salienta, contudo, que os resultados representam uma fotografia de um período anterior ao agravamento das tensões no Médio Oriente, que voltou a colocar pressão sobre o setor da aviação.

Segundo a análise, o aumento dos preços do combustível poderá afetar significativamente a rentabilidade das companhias aéreas. O combustível representou cerca de 25,8% dos custos operacionais das transportadoras em 2025 e chegou a ultrapassar os 150 dólares por barril (cerca de 130 euros) após as perturbações no Estreito de Ormuz, embora tenha recuado posteriormente para cerca de 85 dólares (cerca de 75 euros).
A Qatar Airways foi uma das companhias já afetadas pelo encerramento temporário do espaço aéreo na região, registando uma queda de quase 10% nos lucros líquidos, apesar de ter alcançado um lucro operacional recorde. Também a Emirates transportou menos 1% de passageiros durante o período devido às restrições no espaço aéreo do Golfo.
A Ryanair, por outro lado, optou por não apresentar previsões para o atual exercício, justificando a decisão com a reduzida visibilidade sobre a evolução dos custos e da procura, apesar de ter protegido antecipadamente cerca de 80% das suas necessidades de combustível a um preço de aproximadamente 67 dólares por barril (cerca de 58 euros).




