Terça-feira, Dezembro 16, 2025
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FlixBus avança com ação judicial contra Rede Expressos por acesso ao Terminal de Sete Rios

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A FlixBus anunciou esta segunda-feira que interpôs “uma ação judicial de intimação para proteção de direitos, liberdades e garantias contra a Rede Nacional de Expressos (RNE)”, na sequência da “recusa de acesso ao Terminal de Sete Rios, em Lisboa”, uma infraestrutura que a empresa considera “fundamental na rede de transporte rodoviário nacional”.

Em comunicado, a FlixBus justifica a ação “com a urgência de assegurar o cumprimento das determinações da autoridade reguladora competente antes que a RNE crie uma situação de real esgotamento da capacidade”.

De acordo com a empresa, “está já provado que existe capacidade disponível no terminal e que o acesso deve ser garantido em condições equitativas e não discriminatórias”.

A FlixBus entende que “a recusa de acesso compromete gravemente os princípios da concorrência e da equidade e não discriminação no acesso à infraestrutura”, motivo pelo qual exige “uma resposta célere para salvaguardar os seus direitos fundamentais e os interesses dos passageiros”.

Com esta ação, a empresa afirma que “reafirma o seu compromisso com a promoção de um mercado de mobilidade mais aberto e centrado no passageiro”. 

Acrescenta ainda que “a sua presença no Terminal de Sete Rios é essencial para garantir uma oferta competitiva de transporte rodoviário na cidade de Lisboa”, defendendo que “a exclusão de operadores concorrentes por parte do gestor do terminal representa um entrave inaceitável à livre concorrência e aos direitos dos passageiros”.

Na passada quinta-feira, 6 de novembro, a FlixBus realizou, em Lisboa, uma ação simbólica pela “mobilidade livre” e pela igualdade de acesso às infraestruturas públicas, centrada no Terminal de Sete Rios, onde a empresa continua impedida de operar, apesar da decisão vinculativa da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) que reconhece o seu direito de acesso. 

No mesmo dia, a Rede Expressos respondeu às críticas, sublinhando que o terminal se encontra “no limite da sua capacidade operacional e física” e que, por essa razão, não dispõe de condições para receber novos operadores.

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