Quarta-feira, Outubro 5, 2022
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Jamaica aposta em Portugal com a presença de Nuno Costa: “Espero que em 2023 haja operação charter”

O Turismo da Jamaica quer aumentar o número de portugueses que visitam o destino e para isso conta, desde o início deste ano, com a representação de Nuno Costa, no mercado português.

A última edição da BTL marcou o arranque do trabalho do profissional no nosso mercado, cuja missão é  “voltar a pôr a Jamaica no top of mind dos agentes de viagens e do consumidor final”.

Profundo conhecedor da Jamaica, onde trabalha desde 2005, Nuno Costa teve o primeiro contacto com aquele país quando era responsável pela contratação do operador Mundo Vip. Em 2005, nas primeiras operações charter que se fizeram para o destino, Nuno viu-se na circunstância de ter de passar muito tempo na ilha, uma vez que não havia quem falasse português.  “Havia dificuldade em encontrar guias e representantes, fui ficando até que optei por mudar para lá”, conta em entrevista ao TNews. Acabou por criar o seu próprio receptivo, o MNM Group, com especialização no mercado português, espanhol e Europa de Leste.

Nuno Costa explica que está em Portugal em representação do Turismo Oficial da Jamaica de forma a promover o destino, mas também a ser a ponte para o apoio aos serviços terrestres necessários quando se viaja para a Jamaica.

“Sabemos que, para aquele lado do mundo, existem charters de vários operadores e para vários destinos. Mas não queremos deixar que a Jamaica fique de fora das opções dos agentes. Esse é um primeiro objetivo. Em segundo lugar, queremos que saibam que há alguém que está cá, é português, que tem uma ligação à Jamaica e conhece o mercado”, explica.

Para quando um voo charter?

Do contacto já efetuado com as agências de viagens, Nuno Costa aponta quais as principais questões relativamente ao destino. Em primeiro lugar surge a pergunta: “Quando é que vamos ter Jamaica?”, que é o mesmo que dizer: quando é que vai haver um voo charter, seja direto ou triangular para a Jamaica?

“Espero e acredito que em 2023 haja [um charter para a] Jamaica”, responde. “Sabemos que, para os operadores nunca estará, em termos de quantidade de voos, ao nível da Dominicana, Cuba e México, mas é uma opção que organicamente os operadores vão necessitar”, defende. “É normal que os operadores queiram diversificar, ter produto novo, creio que haverá pressão do mercado nesse sentido. Muito dificilmente será um destino de ano inteiro, mas de junho a setembro”, refere.

Depois desta primeira abordagem, e não havendo charter, os agentes de viagem querem saber como chegar ao destino. É nesta fase que Nuno Costa explica quais as opções de aviação para chegar à Jamaica, através da Europa ou via EUA, fazendo combinados.

“Para evitar passar a noite num destino de ligação, neste momento existem duas formas: ir até Zurique com a Swiss, estar três horas e depois voar com a companhia Edelweiss, que faz a ligação entre Zurique e Montego Bay. Em alternativa, ir até Frankfurt com a Lufthansa, no primeiro voo da manhã, e depois fazer a ligação com a Condor em Frankfurt para Montego Bay. Estas duas não são diretas, mas não obrigam a ficar uma noite numa cidade na Europa. Existem outras opções, mas obrigam a ficar uma noite, como por exemplo, Bruxelas, e ir com a TUI para Montego Bay. Outra opção que também funciona bem é fazer um combinado com os EUA ( Miami, Nova Iorque) ou Toronto, no Canadá”.

Muitas vezes surge a pergunta se há charters à partida de Madrid, mas Nuno Costa esclarece que “não há e é mais complicado”. “Teriam de ir a Madrid, e depois Madrid-Panamá, no Panamá há voos para Montego Bay”, afirma. De Londres também há ligações da British e da Virgin Atlantic, mas “também é preciso ficar uma noite”.

A segurança é outra das questões colocadas pelos agentes de viagens, ao que Nuno Costa responde que “é um destino seguro, com os problemas que todos os destinos terão, e a costa Norte, onde está concentrado o turismo, é muito segura”.

Um destino diferente

A Jamaica é um destino relativamente recente para os europeus, quando comparado com outros destinos das Caraíbas, como a República Dominicana, Cuba ou o México. A prova disso é que, somente em 2005, se fez a primeira operação charter de Portugal para o país, enquanto de França só aconteceu em 2011.

Afinal, o que tem a Jamaica de diferente dos outros destinos das Caraíbas para os quais os portugueses viajam? Culturalmente, não tem nada a ver com os outros destinos das Caraíbas, que são familiares para os portugueses, explica Nuno Costa. “A Jamaica é um país com uma cultura fortemente africana e com uma legislação fortemente influenciada pela Inglaterra”, começa por dizer. “É uma ilha com muita natureza, montanha, selva e cataratas, tudo concentrado, não é preciso andar muito para ter esta variedade de experiências”, acrescenta. Se, a nível hoteleiro, é semelhante a outros destinos, a Jamaica tem componentes únicas, como a música reggae, eternizada pelo cantor jamaicano Bob Marley e a cultura rastafari.

Seja para famílias ou casais, a Jamaica tem oferta adequada, garante Nuno Costa. É preciso, no entanto, saber indicar qual destes três destinos é o mais aconselhável para cada segmento: Montego Bay, Negril e Ocho Rios. “Em termos de famílias, cuja componente praia é importante, temos Negril. É a maior praia da Jamaica, com 10 quilómetros, e com hotéis para famílias; Para luas de mel, onde estão os hotéis com essa oferta e onde há uma grande envolvente da natureza, que cria uma sensação tropical e exótica, é em Ocho Rio. Aí temos muitos rios, cascatas, uma zona que diria para casais; Montego Bay tem muita procura a nível de operações charters, tem muitos hotéis e o aeroporto é ali, os hotéis, no máximo, ficam a 30 minutos. Enquanto Ocho Rios fica a uma hora e meia e Negril a uma hora e 15 minutos”, explica o responsável.

Este trabalho de explicação do destino aos agentes é uma das missões de Nuno Costa, que quer manter a relação com o mercado, assegurando que, da parte do Turismo da Jamaica, existe o desejo de uma operação charter para o país já no próximo ano.

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