Com pouco mais de um mês de abertura, o Mama Shelter Lisboa já está a dar cartas na restauração da cidade de Lisboa. Apresentou-se com um restaurante com quartos por cima, apanágio da marca francesa, e é justamente através da oferta de F&B que tem conquistado os lisboetas.
Numa apresentação esta quinta-feira, dia 17, à imprensa, Henrique Tiago de Castro, diretor geral da unidade, fez o balanço deste primeiro mês: “A nível de restauração foi fenomenal, somos um dos restaurantes mais falados do momento. As pessoas adoram o design, a comida e a informalidade do espaço”, começa por dizer.
Com 240 lugares, que incluem esplanada e pátio interior, o restaurante, com porta para a rua, é a peça central do Mama Shelter Lisboa. O perfil de clientes têm surpreendido, admite o diretor: “Fomos buscar clientes a setores que, se calhar, não pensávamos que seriam nossos concorrentes: JNcQUOI, o SEEN, Praia no Parque. O preço médio por pessoa é quase o dobro do que aqui e as pessoas acabam por vir cá porque faltava um espaço mais descontraído em Lisboa”, refere.
Criada como uma releitura portuguesa da típica brasserie francesa, a decoração do restaurante está pejada de elementos da cultura nacional. O teto apresenta um vasto desenho assinado por Beniloys, artista de longa colaboração com a marca Mama Shelter, que transporta o cliente diretamente para debaixo do mar. As colunas preenchidas com azulejos Viúva Lamego e os capitéis decorados com peixes e crustáceos em cerâmica da Bordallo Pinheiro completam a atmosfera do restaurante – um tributo genuíno à história marítima portuguesa.
A cozinha, orientada pelo Chef Nuno Bandeira de Lima, apresenta um menu composto por sugestões de assinatura Mama Shelter – como o Mama’s Coquillette, um Mac & Cheese ao estilo francês, envolto num Creme de Noz-Moscada e Queijo Emmental e finalizado com Fiambre, Salada de Ervas e um Ovo cozinhado a baixa temperatura –, mas também por pratos tipicamente portugueses “com um toque especial”. Destes últimos são exemplo o Polvo Grelhado com Húmus, Couve Pak Choi, Pinhão e Paprika, e o Pica-pau de Novilho, Pickles de Pepino e Molho de Mostarda Antiga. Há ainda saladas Caesar – de frango ou de bacalhau – e uma imponente Couve-Flor Assada, com Couve Rouxa, Couve Portuguesa, Amêndoas e Romã.
O preço médio por jantar ronda os 40 euros, já com bebidas incluídas, enquanto os almoços têm um preço médio de 16/17 euros.
A nível do alojamento, Henrique Tiago de Castro afirma que começa “a ver bons sinais” e dá como exemplo os preços dos voos para Lisboa, que “já estão mais caros que há duas semanas e isso é um bom indicador”. Além disso, já tiveram picos de ocupação.
O responsável estima em março atingir já os valores orçamentados, ou seja, 70% de ocupação, Para já, o preço médio é de 89€ sem pequeno almoço, sendo que a perspectiva é chegar aos 90 euros este ano.
Por agora, os hóspedes franceses estão em maioria e isso é explicado pela força da marca Mama Shelter em França.
“Atualmente, 80% das reservas de estrangeiros é de franceses que já conhecem o Mama Shelter, e sempre que abre um Mama Shelter, os franceses voam para o destino, aconteceu no verão ano passado, com a abertura em Roma”, afirma Henrique Castro.
Procura de talentos
O Mama Shelter Lisboa vai participar na Bolsa de Empregabilidade em Lisboa, evento organizado dentro da Bolsa de Turismo de Lisboa, nos próximos dias 18 e 19 de março. Até ao momento, a unidade hoteleira já emprega 69 pessoas. A participação neste evento prende-se com a procura de talentos para adicionar 30% de colaboradores à equipa, maioritariamente na área da restauração. A unidade prepara a abertura do seu rooftop em abril. Uma área com cozinha e bar, que acrescentará mais 160 lugares à capacidade total de restauração do hotel.
Questionado sobre a dificuldade de recrutamento nesta fase para a área da hotelaraa, Henrique Tiago de Castro diz que o processo é facilitado pelo facto do Mama Shelter ter “ambiente descontraído para trabalhar e sem formalismos desnecessários”.
Que o diga Samuel, colaborador do Mama Shelter, para quem “é um sonho trabalhar com este ambiente”. Já tinha trabalhado noutros hotéis antes da pandemia, e regressou agora à sua área de sonho, depois de uma experiência num call center.
Reveja a entrevista feita a Henrique Tiago de Castro, em setembro de 2021.



