O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, defendeu esta sexta-feira, dia 25, a introdução de helicópteros turísticos na região, dirigidos a visitantes de maior poder de compra, e sublinhou a necessidade de melhorar a imagem de muitos cafés e restaurantes, falando mesmo num “défice estético” que considera urgente resolver.
As declarações foram feitas no Funchal, durante a apresentação do livro “Madeira – Turismo 2015-2024”, uma iniciativa da Secretaria Regional do Ambiente, Turismo e Cultura. Na ocasião, o secretário regional do Turismo, Eduardo Jesus, destacou que o setor registou um crescimento de 66% nas dormidas e 130% em proveitos totais nos últimos nove anos.
No seu discurso, Albuquerque assegurou que o executivo, de coligação PSD/CDS-PP, não pretende “descansar à sombra do sucesso” e deixou claro que há novos desafios a enfrentar com o aumento da procura turística.
Entre as prioridades apontadas, o chefe do executivo madeirense frisou a importância de reduzir a pressão sobre alguns pontos muito frequentados, como percursos pedestres, reforçando que o Governo Regional vai avançar com medidas de limpeza, segurança e introduzir pagamento de acesso em determinados locais.
Além disso, sublinhou que há espaços que podem ser requalificados e abertos ao público para diversificar a oferta turística da região.
Relativamente ao setor da restauração, Albuquerque defendeu que é necessário elevar o padrão de qualidade e apresentação dos estabelecimentos: “Há um défice estético, é preciso dizer isto, que tem de ser suprido. Não é admissível que, neste momento, grande parte da oferta de cafés e restauração na Madeira continue com cadeiras de plástico, sem guardanapos, com guarda-sóis cada um com a sua publicidade”, afirmou.
“É assim que as coisas funcionam, quem não gosta paciência”, reforçou, acrescentando que a frente mar deve também ser alvo de melhorias em vários pontos da ilha.
No que toca aos helicópteros turísticos, Albuquerque considerou que a sua existência é essencial para responder às expectativas dos turistas de segmento mais elevado: “É fundamental para os turistas de alto rendimento efetuarem visitas à ilha e se deslocarem, por exemplo, para os campos de golfe.” O governante lembrou ainda que é preciso facilitar a operação de jactos privados, apontando para a burocracia existente como um entrave.
A formação de profissionais, a valorização salarial, o controlo dos TVDE, a regulação das empresas de rent-a-car e a limitação do alojamento local, sobretudo no Funchal, são outras medidas que, segundo Albuquerque, são fundamentais para garantir um crescimento turístico mais equilibrado.



