Quinta-feira, Julho 18, 2024
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“O futuro do turismo português passa por fazermos projetos autênticos”

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O presidente da cadeia Vila Galé considera que o futuro do turismo português passa pela concretização de projetos autênticos e que o país não pode ser excessivamente turístico. Na conferência de imprensa de inauguração do novo Vila Galé Collection São Miguel, em Ponta Delgada, Jorge Rebelo de Almeida apresentou a sua visão de crescimento para o turismo no país.

“O turismo não pode crescer excessivamente, tem o seu lugar importante hoje na economia em Portugal, mas não pode ser excessivamente turístico, passo a vida a alertar os presidentes das câmaras e os governantes para que não deixem perder a autenticidade nacional”, defende.

O responsável da Vila Galé sublinha que “os centros históricos de cidades como Lisboa e Porto podem ter uma atividade turística, mas têm que manter e preservar a nossa realidade e a autenticidade”. “Quem é que deve viver nos centros históricos? Só alojamento local?”, questiona.

“Não tenho má vontade nenhuma contra o alojamento local, teve um papel importantíssimo para recuperar património, mas não pode exagerar. Se um centro for só turismo perde a graça toda, temos de manter sempre a preservação da realidade nacional”, considera.

Jorge Rebelo de Almeida usou o exemplo do Vila Galé Collection São Miguel para ilustrar a importância de fazer projetos autênticos e sublinha as temáticas do hotel, como a história dos Açores, a diáspora, a aviação e as Festas Senhor do Santo Cristo dos Milagres.

Há muito que a Vila Galé aposta em projetos de reabilitação, de que são exemplo os hotéis em Elvas, em Braga, na Serra da Estrela, no Douro, em Alter do Chão e, agora, nos Açores.

“Não temos de copiar modelos importados, mas fazer coisas que são autênticas, que são nossas, para nos diferenciarmos, e diferenciar é recuperar património, dar lugar à cultura portuguesa”.

Jorge Rebelo de Almeida considera ainda que o turismo “pode dar uma grande ajuda ao interior do país” e deve andar de mãos dadas com a cultura. “Dizemos há anos que devemos desenvolver o Interior. Temos um interior lindíssimo, mas mal aproveitado. Este país para ser interessante, até para o turismo, precisa que o país seja equilibrado, que tenha um desenvolvimento harmonioso em vários setores de atividade. Defendo que o turismo tem de estar ligado à cultura. Têm de andar de mãos dadas com a cultura para se valorizar. Temos que valorizar aquilo que é nosso e copiar modelos internacionais”, remata.

Já na cerimónia de inauguração do novo hotel nos Açores, Jorge Rebelo de Almeida lamentou o excesso de burocracia no país. “Tivemos um período em que a tradicional burocracia nacional melhorou, mas já piorou outra vez. Neste país, quando alguém se lembra de inventar para simplificar o que quer que seja, passado um dia ou dois surgem uns cientistas, que inventam três coisas para complicar e piorar o que estava. Estamos outra vez a entrar numa fase muito complicada e preocupante”.

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