Domingo, Junho 23, 2024
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O melhor e o pior de 2021 e desejos para 2022

Agora que estamos a chegar ao fim de 2021, quisemos saber que balanço fazem os profissionais de turismo do ano que termina. Saiba o que elegeram como o melhor e o pior de 2021 e os seus desejos para 2022.

O melhor de 2021

“2021 permitiu começar a redesenhar algumas políticas, projetos, estratégias no setor a nível global, pelas entidades oficiais, tanto públicas como privadas. O facto de manterem alguns apoios de retoma progressiva entre outros, com alguma redução de carga fiscal, foi vital para as empresas altamente afetadas pudessem manter-se em operação. A alta taxa de vacinação e boa imagem que deu do país permitiu algum alívio de restrições e boa imagem que bem ajudou o incoming, bem como conquistou alguma confiança do consumidor interno para outgoing” – Maria José Silva, CEO da RAVT

“Vacinação e Certificado Digital que permitiu dar alguma liberdade a movimentação de pessoas e conseguir de algum modo ter uma ligeira recuperação mas muito longe ainda dos números de 2019” – Paulo Mendes, diretor de contratação da GEA

“Não é por acaso que estas análises se fazem no final do ano; a perspetiva que se tem permite-nos fazer uma avaliação mais ampla e por isso, sem hesitar, diria que o congresso da APAVT foi o que de melhor aconteceu ao setor neste esgotado ano de 2021. Permitiu-nos voltar ao convívio de uns com os outros, fazendo-nos sentir parte integrante de uma força de resistência coletiva à adversidade com que todos temos vivido. Para além disso, galvanizou-nos, esclareceu-nos, apontou-nos metas, soluções… Mas o mais importante é que reforçou a nossa consciência de grupo, unindo-nos ainda mais!” – Constantino Pinto, diretor de vendas para Portugal do grupo Ávoris

“Não é difícil perceber que o melhor de 2021 foi claramente a atitude, resiliência e comportamento dos agentes de viagens. Mesmo atravessando a maior crise de sempre souberam resistir, adaptar-se aos novos tempos e continuar a apoiar os clientes de uma forma ainda mais cuidada e profissional. Transmitiram igualmente a mensagem ao mercado de que estarão cá, independentemente das dificuldades que atravessarem” – Luís Henriques, diretor geral da Airmet

O pior de 2021

“O despoletar de rivalidades entre colaboradores, empresas, organizações e políticos, devido ao caos das diversas ondas de choque de uma crise severa. Este facto originou difíceis e ferozes relações, desunião e oportunismos, luta por protagonismos, pelo poder, acabando por ser um dos maiores impedimentos para a coordenação, capacidade de resposta e de resolução eficaz de irregularidades. Estas rivalidades neutralizaram muitas das estratégias, dificultaram a coesão necessária para aportar a estabilidade e a sustentabilidade do setor. A instabilidade política veio agravar ainda mais esta realidade e deixar tudo com decisões e movimentos muito limitados ” – Maria José Silva, CEO da RAVT

“Constante alteração nas regras que limitam a movimentação das pessoas devido a evolução da pandemia a nível mundial, falta de confiança em viajar por parte do consumidor e a degradação da situação financeira das empresas do setor que se vai prolongar nos próximos anos, tendo em conta os empréstimos a ser reembolsados a meio prazo” – Paulo Mendes, diretor de contratação da GEA

“Claramente o dramático início de ano, fortemente marcado pelo reacender da pandemia e pela consequente quase total paralisação da economia. Esta situação marcou definitivamente o decorrer do ano a todos os níveis e gerou uma expetativa de recuperação permanentemente adiada. Não só recuperamos muito pouco, se é que recuperamos, como não fomos capazes de nos recompor, nem economicamente, nem emocionalmente…” – Constantino Pinto, diretor de vendas para Portugal do grupo Ávoris

Diria que foi claramente o comportamento das instituições governativas. Tanto ao nível da EU como a nível nacional a gestão da pandemia em termos de restrições e controles de fronteira foi completamente absurda, gerando ainda mais incerteza do que a gerada pela pandemia em si. Vivemos um ano de altos e baixos, avanços e recuos não ajudando, de forma nenhuma, a criar alguma estabilidade ao sector” – Luís Henriques, diretor geral da Airmet

Desejos para 2022

“Que aos poucos 2022 se liberte de um inimigo que nos estrangula a todos os níveis, que nos restringe na mobilidade e na retoma do setor. Que possamos ter pelo menos após Pascoa um ambiente mais estável, com mais confiança, menos medo, com retoma gradual do setor e das nossas vidas em liberdade e segurança” – Maria José Silva, CEO da RAVT

“O Fim de Pandemia, o restabelecer a confiança do consumidor, a uniformização duradoura nas regras de viagem a nível mundial e que 2022 seja o ano que o Agente de Viagens seja valorizado como parte essencial na cadeia de distribuição na venda de produtos e serviços turísticos” – Paulo Mendes, diretor de contratação da GEA

“O de sempre, isto é: que a confiança se instale e que, juntos, sejamos capazes de entrar num verdadeiro processo de recuperação!” – Constantino Pinto, diretor de vendas para Portugal do grupo Ávoris

“Que a retoma seja realmente uma realidade e que o mercado comece a recuperar uma vez que dificilmente as empresas deste sector aguentarão muito mais tempo com este nível de receitas. Desejo igualmente que o governo olhe por este setor e perceba que os apoios terão de ser reforçados, caso contrário este ficará completamente arrasado” – Luís Henriques, diretor geral da Airmet

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