O ano está a acabar e quisemos saber que balanço fazem os profissionais de turismo de 2023. Saiba o que elegeram como o melhor e o pior do ano e os seus desejos para 2024. Com as opiniões de Francisco Calheiros, Alexandre Solleiro, Pedro Ribeiro e António Marto.
Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo
+Melhor
A crescente procura de turistas que escolheram Portugal para fazer as suas férias, mesmo tendo em conta a difícil conjuntura internacional, o que confirma a segurança, a qualidade e diversidade de oferta que o nosso país tem para oferecer.
– Pior
O pior de 2023 para o turismo é, sem dúvida, continuarmos a não ter um aeroporto que responda de forma cabal à crescente procura. 2023 foi mais um ano em que por incapacidade de acolher mais voos perdemos muitos turistas para outros destinos, perdendo o turismo, a economia e todo o País.
Um desejo para 2024
Estabilidade e menos incertezas.
Alexandre Solleiro, CEO Highgate Portugal
+Melhor
O crescimento do mercado norte-americano, ultrapassando mercados como França ou Brasil, em número de hóspedes e dormidas, mas acima de tudo em receitas. O turista oriundo dos Estados Unidos e do Canadá é um turista que fica mais noites, como tal tem um nível de gasto médio superior.
– Pior
A instabilidade causada pelos conflitosno Leste Europeu e no Oriente Médio, os níveis inflacionários e as taxas de juro.
Um desejo para 2024
Que haja uma decisão final sobre o novo aeroporto de Lisboa. Há demasiados anos que se discute o tema e enquanto não estiver concluído é um fator de limitação de crescimento. Se pensarmos que, no dia em que for decidida a localização, só dez anos mais tarde é que o aeroporto vai ficar operacional, estaremos com um atraso tremendo
Pedro Ribeiro, Diretor de Marketing e Vendas dos Hotéis Vila Galé
+ Melhor
A total recuperação das ligações aéreas para Portugal, nomeadamente a reposição dos voos intercontinentais da TAP, especificamente do Brasil e da América do Norte que em muito contribuíram para a rápida recuperação dos fluxos turísticos para Portugal. Este facto, aliado à consolidação da notoriedade de Portugal como destino turístico, fizeram com que o ano de 2023 ultrapasse as previsões mais otimistas.
-Pior
A instabilidade económica, causada pela guerra da Ucrânia, e o consequente aumento dos juros dos empréstimos que trouxe uma estagnação ou mesmo decréscimo à procura do mercado interno.
Um desejo para 2024
Que se continue a trabalhar em conjunto para a promoção de Portugal como destino turístico e que os efeitos de oscilações económicas não tragam instabilidade aos fluxos turísticos na procura por Portugal. Que as previsões em termos de “forecast” que temos neste momento se confirmem e que o 2024 seja mais um ano de crescimento das receitas turísticas em Portugal
António Marto, presidente da Associação Fórum Turismo
+Melhor
Na minha opinião, o ponto alto de 2023 foi a promoção de Portugal através da organização das Jornadas Mundiais da Juventude. Este evento teve não apenas um impacto imediato, mas também perspetivas a médio e longo prazo. Além disso, destaco a aposta na promoção turística no mercado norte-americano como uma iniciativa positiva.
-Pior
Em contrapartida, considero que os maiores desafios de 2023 foram o prolongamento da falta de resposta para uma solução para o Aeroporto de Lisboa, resultando na perda de competitividade nacional. Além disso, a ausência de uma estratégia sólida para atrair trabalhadores para o setor do turismo também se destacou como uma questão preocupante.
Um desejo para 2024
Expresso o desejo de um Feliz Natal, com a consciência de que o trabalho que temos desenvolvido no setor do turismo deve encher todos os portugueses de orgulho. Que 2024 seja um ano de progresso contínuo e conquistas para o turismo em Portugal.