Com o ano a chegar ao fim, é hora de fazer o balanço de 2024. No TNews, quisemos saber a opinião dos profissionais do setor de turismo sobre o que destacam este ano. Quais foram os momentos mais positivos e os maiores desafios enfrentados? Descubra o que os nossos entrevistados elegeram como o melhor e o pior de 2024.
Lídia Monteiro, vogal do Conselho Diretivo do Turismo de Portugal
O melhor de 2024:
O turismo consolidou a sua posição como alavanca da economia nacional, prevendo-se que atinja em 2024 as metas previstas para 2027, designadamente nas receitas, no valor de mais de 27 mil milhões de euros. A par dos números globais em hóspedes, dormidas e receitas, que correspondem aos melhores de sempre, é de realçar a resiliência e a capacidade de inovação das entidades públicas e privadas, para atrair novos mercados, em diferentes épocas do ano e para todo o território.
Destaca-se ainda a mobilização de todo o setor no desenvolvimento de um turismo com propósito, com impacto positivo no ambiente e nas comunidades, como foi o bom exemplo, das empresas e dos turistas, na adesão à campanha Save Water no Algarve, que permitiu ultrapassar a meta de poupança de água, ou a adesão ao programa “Empresas Turismo 360” que estimula as empresas a incorporar fatores ESG na sua estratégia de negócio.
O pior de 2024:
A constatação que as alterações climáticas têm um enorme impacto na nossa vida coletiva. São exemplo disso os incêndios florestais que ocorreram em Portugal, num mês menos previsível e que em apenas uma semana se tornou num dos piores incêndios em área ardida. Ou a tempestade DANA, com chuvas que caíram em apenas 8 horas e que tiveram efeitos devastadores em Espanha, na região de Valência. A intensidade destes fenómenos convoca-nos a todos, sem exceção, para adotarmos as melhores práticas e implementarmos mecanismos que contribuam para deixarmos uma pegada positiva no planeta.



