“O turismo é a indústria da felicidade… mas é Portugal um país feliz?”. A questão é colocada pela ex-secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, num artigo de opinião publicado na página da Porto Business School.
“Os investidores internacionais têm destacado sistematicamente a qualidade de vida, a estabilidade social e o acesso a talento de qualidade como algumas das razões da escolha de Portugal enquanto destino de investimento direto estrangeiro (IDE)”, começa por destacar.
A par do IDE, Portugal é “também reconhecido como um destino a ganhar índices crescentes de popularidade a nível turístico, consequência da sua grande capacidade de encantar e contribuir para o bem-estar e a felicidade dos turistas”, escreve.
Rita Marques defende que “os bons resultados obtidos até ao momento no domínio da captação, realização e acompanhamento de projetos de IDE e turismo, sugerem que Portugal deve continuar a trabalhar para que a sua perceção internacional seja a de um destino ímpar para investir, trabalhar ou visitar”.
Para isso acontecer, a ex-secretária de Estado do Turismo afirma que é preciso “continuar a afirmar Portugal como um destino sustentável, com um território coeso, inovador e competitivo, que valoriza o trabalho e o talento”. “Um país inclusivo e aberto ao mundo, tal como reclamado na Estratégia Turismo 2027 ou no Plano Turismo +Sustentável 20-23, desenhados pelo Turismo de Portugal”, recorda.
No entanto, Rita Marques alerta que este posicionamento deve ter em conta que “a sociedade está em constante evolução, e que a nova geração de profissionais tem um projeto de vida, no qual a carreira profissional é um meio e não um fim”. Nesse sentido, sublinha, “temas como a felicidade, o bem-estar e a cultura organizacional são cada vez mais integrados nos processos de decisão e nas estratégias das empresas e dos indivíduos quando selecionam o local para um próximo investimento, para uma próxima convenção ou evento empresarial ou para uma próxima viagem em família”.
Concluindo que o bem-estar e a felicidade “são temas emergentes que assumem especial relevância para a produtividade das pessoas, das empresas e dos destinos que as acolhem”, a ex-secretária de Estado do Turismo defende que “Portugal pode e deve trabalhar para se posicionar também como um destino cada vez mais feliz, melhorando a sua posição no Relatório Mundial de Felicidade das Nações Unidas”.






