Portugal é o sexto destino de férias mais visitado pelos britânicos, revela a ABTA

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Portugal ocupa a sexta posição entre os destinos de férias mais visitados pelos britânicos, com 11% dos inquiridos a afirmarem ter viajado para o país entre agosto de 2025 e julho de 2026. A mesma posição surge nas intenções de viagem para os próximos 12 meses, período em que 7% dos inquiridos consideram visitar Portugal, segundo o relatório Holiday Habits 2026-27, publicado pela ABTA, associação britânica do setor das viagens.

No balanço dos últimos 12 meses, Espanha lidera o ranking dos destinos visitados, com 36%, seguida de França (24%), Itália (15%), Estados Unidos (14%) e Grécia (12%). Portugal surge em sexto lugar, empatado com a Alemanha, também com 11%.

Para os próximos 12 meses, Espanha continua a ser o destino mais procurado, com 26% dos inquiridos a considerarem uma visita. França e Itália ocupam a segunda posição, ambas com 14%, seguidas dos Estados Unidos (13%) e da Grécia (11%). Portugal surge novamente em sexto lugar, com 7%, à frente da Alemanha, que regista 6%.

Viagens ao estrangeiro recuperam para níveis pré-pandemia

O relatório da ABTA revela que 88% dos adultos inquiridos fizeram pelo menos umas férias nos 12 meses anteriores ao estudo, um ponto percentual acima do ano passado e em linha com o valor de 2019, antes da pandemia de Covid-19. Em média, cada pessoa realizou 3,9 viagens de férias.

As férias no estrangeiro foram realizadas por 62% dos inquiridos, uma percentagem próxima do máximo registado em 2019. Já 74% fizeram férias no Reino Unido, o valor mais elevado da última década, de acordo com o relatório.

As perspetivas para os próximos 12 meses mantêm-se positivas: 70% dos inquiridos planeiam viajar para o estrangeiro e 56% pretendem fazer férias no Reino Unido. Ainda assim, a ABTA assinala uma tendência para reservar mais perto da data de partida, num contexto de maior pressão sobre os orçamentos familiares e de incerteza no setor das viagens.

Agências de viagens e operadores turísticos ganham terreno

Uma das principais conclusões do relatório é o aumento da procura pelos serviços de profissionais de viagens. Entre os inquiridos que fizeram férias no estrangeiro, 38% reservaram através de uma agência de viagens ou de um operador turístico, contra 34% no ano anterior.

A facilidade do processo de reserva é a principal razão para recorrer a estes profissionais, mencionada por 60% dos inquiridos que utilizaram os seus serviços. Seguem-se a poupança de tempo (45%) e a relação qualidade-preço (44%). A confiança na reserva e a possibilidade de obter apoio caso surja algum problema também pesam na decisão.

Os pacotes turísticos continuam a ser a modalidade mais popular para as férias no estrangeiro: 63% dos inquiridos que viajaram para fora do Reino Unido reservaram este tipo de produto, mais dois pontos percentuais do que no ano anterior.

O preço continua a ser determinante. Quase metade dos que optaram por um pacote, 48%, apontou a melhor relação qualidade-preço como motivo da escolha, face a 43% no ano anterior. A conveniência também ganhou importância, passando de 36% para 45%.

A preferência pelos pacotes é particularmente evidente entre as famílias: 78% das famílias com crianças com menos de cinco anos e 75% das famílias com filhos mais velhos que fizeram férias no estrangeiro escolheram esta modalidade.

City breaks ultrapassam férias de praia

Os city breaks passaram a ser o tipo de férias mais popular entre os inquiridos, com 53%, uma subida de seis pontos percentuais face ao ano anterior. Esta modalidade ultrapassou as férias de praia, que registaram 49%. As escapadinhas para o campo surgem na terceira posição, com 23%.

A tendência deverá manter-se no próximo ano: 51% dos inquiridos que planeiam viajar pretendem fazer um city break, mais quatro pontos percentuais do que no estudo anterior. As férias de praia também deverão crescer, com 50% a manifestarem essa intenção, enquanto as escapadinhas para o campo sobem para 28%.

O relatório identifica ainda uma distribuição das viagens ao longo do ano. Maio é o mês mais popular para viajar em 2027, refletindo a procura por períodos de época intermédia, associados à possibilidade de encontrar melhores preços e a condições mais confortáveis para explorar destinos urbanos. As famílias continuam, por sua vez, a privilegiar as férias escolares de verão e o mês de dezembro.

Orçamentos mais controlados, mas férias continuam prioritárias

Apesar de a maioria dos inquiridos continuar a considerar as férias uma prioridade de despesa, o estudo identifica maior prudência financeira. A percentagem de pessoas que espera gastar mais nas férias no próximo ano desceu de 34% para 32%, enquanto 15% prevê gastar menos, o mesmo valor do estudo anterior.

Entre os que antecipam uma redução de despesas, o custo de vida é o principal motivo, referido por 52%, contra 47% no ano passado. Ainda assim, apenas 7% afirmam que o impacto financeiro será suficiente para os levar a não fazer férias.

A utilização de inteligência artificial como fonte de inspiração para viagens também está a crescer. A percentagem de inquiridos que recorre a ferramentas como ChatGPT, Copilot, Claude ou Meta AI aumentou de 8% para 14%. Entre os 25 e os 34 anos, o valor chega aos 29%.

O relatório Holiday Habits 2026-27 foi elaborado pela The Nursery Research and Planning para a ABTA, com base num inquérito representativo de 2.082 adultos do Reino Unido, realizado entre 21 de julho e 6 de agosto de 2026.

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