O presidente do Vila Galé, Jorge Rebelo de Almeida, alertou para o nível “superaquecido” dos preços dos ativos hoteleiros em Portugal e em Espanha, admitindo que esta realidade está a travar novas aquisições no mercado da Península Ibérica.
“As oportunidades não surgiram porque está tudo muito caro. Hoje, em Espanha, como em Portugal, os preços estão superaquecidos, acima da realidade do negócio”, afirmou o empresário durante a conferência de imprensa de início de ano do grupo, onde foram apresentados o balanço de 2025 e as perspetivas para os próximos anos.
O responsável sublinhou que, apesar do interesse em crescer, o grupo não está disposto a pagar valores que considera desajustados. “Eu adorava ter um hotel em Sevilha, mas também não vou pagar o dobro do que ele vale. Os preços em Espanha são muito exagerados, como em Portugal”, frisou.
Questionado sobre novas geografias, Jorge Rebelo de Almeida revelou que Cabo Verde está novamente sob observação. “Vou na próxima semana a Cabo Verde fazer uma visita e terão algumas coisas para me mostrar”, adiantou, sem avançar mais detalhes.
Já Moçambique, apesar do potencial turístico, está fora do radar do grupo. “Eu adoro Moçambique, acho que tem praias maravilhosas, mas não há condições. No norte do país, onde eu gostaria de estar, há uma guerrilha instalada, o que torna a situação complicada”, explicou, acrescentando que a hipótese chegou a ser estudada, mas acabou por ser colocada em pausa.
O presidente da Vila Galé destacou ainda a necessidade de prudência num momento em que o grupo tem 12 projetos em curso. “Temos seis hotéis em construção em Portugal e seis no Brasil. Já dá água pela barba. Temos de ter o pé bem assente no chão e fazer bem feito, para não darmos um passo maior que a perna”, concluiu.




