Portugal continua a afirmar-se como um dos destinos mais procurados para o verão de 2026. De acordo com uma análise da Sojern, plataforma de marketing digital para o setor das viagens baseada em inteligência artificial, as reservas de voos para o país aumentaram 20% face ao mesmo período de 2025, enquanto as pesquisas de hotéis registaram um crescimento de 18%.
Os dados revelam que, apesar do aumento dos preços dos combustíveis e das incertezas que afetam a aviação internacional, a procura pelo destino Portugal mantém-se sólida. No entanto, existe ainda margem de crescimento para a época alta, uma vez que cerca de 38% das reservas de voos e 53% das reservas de hotéis para o verão ainda não foram concretizadas.
O mercado doméstico destaca-se como o que apresenta a maior subida nas reservas de voos, com um crescimento homólogo de 81%. Já os mercados europeus registam um aumento de 23%, enquanto os restantes mercados internacionais crescem 9%, confirmando a capacidade de Portugal para atrair diferentes perfis de viajantes.
Entre os principais mercados emissores de reservas de voos para Portugal, os Estados Unidos lideram com uma quota de 16,5%, seguindo-se a Alemanha (13%), o Reino Unido (8%), o próprio mercado português (7,5%) e o Canadá (6,6%).
Também nas pesquisas de hotéis os Estados Unidos ocupam o primeiro lugar, representando 22% da procura. Portugal surge na segunda posição, com 13,1%, seguido pelo Reino Unido e França, ambos com 10,7%, e por Espanha, com 7,4%.
A análise da Sojern demonstra ainda o peso dos grandes centros urbanos internacionais na procura pelo destino. Londres é a cidade que mais origina reservas de voos para Portugal, seguida de Nova Iorque, Zurique, Toronto e Madrid. Já nas pesquisas de alojamento, Nova Iorque lidera, seguida de Lisboa, Porto, Paris e Madrid.
No que diz respeito às datas de viagem, junho concentra grande parte da procura por alojamento, evidenciando uma antecipação das reservas para o arranque da época alta. Para destinos, hotéis e operadores turísticos, este comportamento representa uma oportunidade para reforçar campanhas de marketing e captar os viajantes que ainda não tomaram uma decisão.
“Portugal continua a ser um destino que não precisa de grande apresentação — os dados falam por si. O que me parece mais interessante este ano é a estabilidade da procura: cresce em todos os mercados, do doméstico ao internacional, com os Estados Unidos já a liderar tanto nas reservas de voos como nas pesquisas de hotéis”, afirma Nacho Alonso, Diretor de Vendas, Property da Sojern.
O responsável acrescenta que, com mais de metade das pesquisas hoteleiras ainda por converter em reservas, existe uma oportunidade clara para que destinos e operadores turísticos intensifiquem as suas estratégias de comunicação antes do pico da temporada de verão.




