Quarta-feira, Agosto 10, 2022
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Quase 50.000 empregos podem ficar por preencher no setor do turismo em Portugal, alerta WTTC

Uma nova análise da escassez de pessoal elaborada pelo World Travel & Tourism Council (WTTC) revelou um défice de mão de obra em Portugal, com cerca de 50.000 empregos de Viagens e Turismo em todo o país por preencher.

A pesquisa analisou a escassez de mão de obra em Portugal e em outros grandes destinos de Viagens e Turismo, como EUA, França, Espanha, Reino Unido e Itália.

Os dados mostram que Portugal deverá ver um défice de 49.000 trabalhadores no terceiro trimestre de 2022, prevendo-se que uma em cada 10 vagas permaneça por preencher este ano, tornando-se o país menos afetado dos analisados.

Antes da pandemia, em 2019, mais de 485.000 pessoas estavam empregadas em Viagens & Turismo em Portugal. Mas 2020 viu a perda de mais de 80.000 empregos.*

Portugal viu o início da recuperação em 2021, com um crescimento de 32,6% do contributo do setor para a economia nacional. No entanto, a escassez de pessoal tem prevalecido no país, com milhares de vagas não preenchidas, colocando o setor sob pressão.

A análise do WTTC mostra que a indústria hoteleira de Portugal deverá ser a mais afetada, uma vez que os segmentos de hotelaria e alimentação e bebidas deverão ter 13% (uma em cada oito) e 12% (uma em cada oito) das vagas por preencher, respetivamente.

Julia Simpson, Presidente e CEO do WTTC disse: “O governo português sempre colocou as Viagens e Turismo na vanguarda da sua agenda e já está a abordar esta questão com medidas estratégicas. A secretaria de Estado do Turismo em Portugal é muito proativo e introduziu uma política de vistos flexível para atrair talentos. Eles estão fazendo um bom trabalho”.

Na semana passada, o WTTC revelou que até 1,2 milhão de empregos em viagens e turismo em toda a UE permanecerão insatisfeitos, sendo a hospitalidade, a aviação e as agências de viagens as mais afetadas.

Algumas das principais medidas identificadas no relatório tanto para governos quanto para o setor privado para lidar com a lacuna de talentos são:

  1. Facilitar a mobilidade da mão de obra além das fronteiras internacionais, com políticas de vistos mais favoráveis
  2. Permitir trabalho flexível e remoto sempre que possível – permitindo oportunidades de meio período ou terceirizadas, sempre que possível
  3. Assegurar trabalho decente e benefícios competitivos aos funcionários e pacotes de remuneração
  4. Atrair talentos melhorando a perceção de empregos e promover planos de carreira viáveis ​​com oportunidades de crescimento
  5. Desenvolver e apoiar uma força de trabalho qualificada através de programas educacionais abrangentes, bem como capacitar e requalificar talentos atuais
  6. Adotar soluções tecnológicas e digitais inovadoras para aliviar a pressão sobre a equipe, melhorar as operações diárias e melhorar a experiência do cliente.

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