Segunda-feira, Março 9, 2026
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Restrições de viagens: “Está na altura de derrubar a parede”, defende Luís Araújo

O presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo, considera que está na altura de “derrubar a parede”, referindo-se às restrições de viagens impostas pelos países.

Na sua conta de Linkedin, o responsável do Turismo de Portugal e presidente da European Travel Commission, fez uma publicação em que partilha uma notícia sobre a mais recente recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) para que os países suspendam ou flexibilizem suas restrições de viagem existentes relacionadas à covid-19 uma vez que as medidas “são ineficazes”.

A nova recomendação foi feita na quarta-feira, dia 19, pelo Comité de Emergência do Regulamento Sanitário da OMS.

“A falha das restrições de viagem introduzidas após a deteção e notificação da variante Ómicron para limitar a disseminação internacional demonstra a ineficácia de tais medidas ao longo do tempo”, lê-se no comunicado.

A OMS acrescentou que essas proibições “contribuem para as experiências de stress económico e social” dos estados e, portanto, são contraproducentes.

O órgão internacional também instou os países a não exigirem apenas o certificado de vacinação contra a doença covid-19, sugerindo que deveriam permitir a entrada também para aqueles que possuem outros certificados, pois há uma distribuição desigual das vacinas.

Os Estados devem considerar uma abordagem baseada em risco para facilitar as viagens internacionais, suspendendo ou modificando medidas, como testes e quarentena, quando apropriado, disse a OMS.

Em Portugal, continua a ser obrigatória a apresentação de teste negativo para todos os passageiros que cheguem a Portugal, mesmo para quem tenha o certificado digital de vacinação, qualquer que seja o ponto de origem do voo ou nacionalidade do passageiro.

Na publicação, Luís Araújo reforça que “os turistas são a população com menos risco, que as quarentenas são inúteis e as proibições gerais de viagens não são eficazes”. Termina a escrever que “todas as economias precisam do turismo e o turismo precisa de mobilidade”.

Entretanto, este domingo, dia 23, o diretor da OMS Europa, Hans Kluge afirmou que a variante Ómicron, que pode infetar 60% dos europeus até março, iniciou uma nova fase da pandemia de covid-19 na Europa que a pode aproximar do seu fim.

“É plausível que a região esteja a chegar ao fim da pandemia”, disse o principal responsável da Organização Mundial de Saúde (OMS) na Europa, ainda assim pedindo cautela, devido à imprevisibilidade do vírus.

“Quando a vaga da Ómicron diminuir, haverá, por algumas semanas ou meses, imunidade geral. Seja por causa da vacina ou porque as pessoas ficarão imunes devido às infeções, para além de uma quebra por causa da sazonalidade”, acrescentou Kluge, embora reconhecendo que ainda não foi atingido o estágio da endemia.

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