Ryanair corta mais de 2 milhões de lugares na Bélgica em 2026 e 2027

A Ryanair vai reduzir 2,1 milhões de lugares de passageiros na Bélgica nos próximos dois anos, anunciou esta quarta-feira o presidente da companhia aérea, Michael O’Leary, durante uma conferência de imprensa em Bruxelas.

O corte será de 1,1 milhões de lugares em 2026 e mais um milhão em 2027, afetando principalmente os aeroportos de Bruxelas (Zaventem) e Charleroi, segundo a imprensa local.

As autoridades belgas já esperavam esta redução, que representa uma queda de mais de 22% nos voos nestes aeroportos. Cinco aviões baseados em Charleroi e vinte ligações serão cortados do programa de inverno 2026-2027. A redução será na frequência dos voos, e não sobre o número de destinos.

Atualmente, os voos para o Porto partem de Zaventem, enquanto Lisboa e Faro operam a partir de Charleroi. 

A companhia aérea low-cost irlandesa já tinha anunciado que pretendia reduzir a sua oferta nos aeroportos de Zaventem e Charleroi, devido às taxas aéreas impostas pela Bélgica.

Segundo o diário francófono Le Soir, a Ryanair, que opera 119 destinos a partir de Charleroi, onde tem 18 aeronaves baseadas, e 11 a partir do aeroporto de Zaventem, Bruxelas, opôs-se à decisão do governo federal de aumentar a taxa sobre os bilhetes de avião e à decisão da cidade de Charleroi de instituir uma taxa municipal de três euros por passageiro neste aeroporto.

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