O Turismo de Portugal apresentou esta quarta-feira, na Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa, um novo esquema de certificação para estabelecimentos termais, baseado na Norma Portuguesa ISO 21426:2022, com o objetivo de qualificar a oferta nacional de turismo de saúde e bem-estar e reforçar a competitividade do país neste segmento.
O novo modelo é de adesão voluntária e surge como uma “ferramenta estratégica” para os estabelecimentos termais que pretendam “diferenciar-se no mercado”, garantindo “elevados padrões de qualidade, sustentabilidade e confiança na prestação de serviços”, explica o Turismo de Portugal, em comunicado.
A norma estabelece “um conjunto abrangente de requisitos orientados para a experiência do cliente, a qualidade do serviço, a gestão operacional e a valorização dos recursos termais”, alinhando-se com as melhores práticas internacionais.
No âmbito deste enquadramento, o Turismo de Portugal celebrou ainda um protocolo de cooperação com o Instituto Português da Qualidade (IPQ), que visa garantir o registo da marca de certificação e o respetivo regulamento de utilização, reforçando “a credibilidade e o rigor do processo”.
Para Carlos Abade, presidente do Turismo de Portugal, o turismo de saúde e bem-estar é “um dos pilares estratégicos da diversificação e qualificação da oferta turística nacional, representando já cerca de 13% das escolhas como principal tipo de férias em Portugal”.
O responsável acrescenta que este esquema representa “um passo significativo para valorizar os estabelecimentos termais e afirmar Portugal como um destino de referência neste segmento”.
A certificação será atribuída por organismos acreditados pelo IPAC – Instituto Português de Acreditação, mediante auditorias aos estabelecimentos candidatos, permitindo às entidades certificadas “afirmar publicamente o cumprimento de padrões reconhecidos de qualidade e profissionalismo”.




