O Conselho de Administração da SATA Holding veio esta segunda-feira, dia 27, esclarecer a sua posição relativamente ao processo de privatização da Azores Airlines, na sequência das declarações públicas do agrupamento Newtour/MS Aviation, que acusou a empresa de “impedir o diálogo estratégico” com os trabalhadores da transportadora açoriana.
Em comunicado, a SATA Holding sublinha estar “empenhada no processo negocial em curso” e garante “não ver qualquer inconveniente” na realização de reuniões entre o consórcio e os representantes dos trabalhadores e sindicatos da companhia.
Segundo a nota, já em 14 de abril de 2025 o Conselho de Administração respondeu positivamente a um pedido formal do agrupamento Newtour/MS Aviation para reunir com os sindicatos, esclarecendo, na altura, que “a realização de reuniões entre o agrupamento concorrente e as entidades referidas […] não depende de autorização” da entidade pública alienante, “a qual, em todo o caso, não vê inconveniente na realização das mesmas”.
A administração da SATA reforça que nunca se opôs, nem se opõe, “a que o Agrupamento Newtour/MS Aviation apresente e discuta com os trabalhadores e seus representantes os termos relativos às condições e custos com pessoal”.
O comunicado destaca ainda que várias reuniões já tiveram lugar, nomeadamente com o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC), no dia 20 de outubro, e que estas decorreram “sem problemas e foram úteis”.
Sobre as alegações de bloqueio, a SATA esclarece que a única reserva existente “se limita à informação confidencial da empresa Azores Airlines”, de natureza comercial ou de proteção de dados pessoais. Ainda assim, essa informação poderá ser disponibilizada ao agrupamento “a seu pedido”, confiando que o mesmo “saberá respeitar os interesses comerciais e pessoais eventualmente em causa”.
“O Conselho de Administração da SATA Holding é, e quer continuar a ser, parte da solução para o sucesso da privatização e do futuro do Grupo SATA”, lê-se no comunicado. “Valorizamos o diálogo e os entendimentos que têm vindo a público entre sindicatos, trabalhadores e o Agrupamento.”



