Sexta-feira, Abril 17, 2026
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TAP anuncia lucros no 2.º trimestre, mas semestre fecha em prejuízo

A TAP anunciou esta quinta-feira, 28, que obteve um lucro líquido de 37,5 milhões de euros no segundo trimestre de 2025, apoiado pelo aumento das receitas e pela melhoria da taxa de ocupação. Contudo, os números do acumulado do primeiro semestre revelam um cenário menos favorável: a companhia aérea continua com prejuízos, depois de ter fechado os primeiros três meses do ano com resultados negativos.

De acordo com os resultados divulgados, as receitas operacionais cresceram 1,7% face ao período homólogo, atingindo 1.131,7 milhões de euros, impulsionadas sobretudo pelas passagens (+3,1%). O EBITDA recorrente foi de 256 milhões de euros, com uma margem de 23%, e o EBIT recorrente atingiu 136,5 milhões.

No total, a companhia transportou 4,4 milhões de passageiros entre abril e junho, mais 4,5% do que em 2024, registando uma taxa de ocupação de 85% (+2,3 p.p.). Foram também inauguradas novas rotas internacionais, como Lisboa–Los Angeles, Porto–Boston e Lisboa–Terceira–São Francisco.

O CEO da TAP, Luís Rodrigues, destacou que, “após um início de ano desafiante, a TAP registou uma performance positiva no segundo trimestre, com um aumento das operações e das receitas face ao mesmo período do ano anterior. Esta dinâmica traduziu-se em resultados operacionais sólidos, contribuindo para compensar parcialmente o impacto dos eventos extraordinários ocorridos no primeiro trimestre e reforçando tanto a resiliência das nossas equipas como a robustez da nossa rede.”

Ainda assim, Rodrigues reconheceu que a companhia continua a operar “num ambiente altamente competitivo, com pressão sobre as receitas unitárias e desafios operacionais persistentes — afetando particularmente a pontualidade”. Sublinhou também que o verão de 2025 tem sido “um dos mais difíceis do passado recente”, devido a constrangimentos no controlo de fronteiras.

Semestre em queda

Apesar do resultado positivo no segundo trimestre, o balanço do semestre mostra fragilidades. Nos primeiros seis meses do ano, as receitas operacionais recuaram 1% para 1.955,2 milhões de euros. O EBIT recorrente caiu 84,5% face a 2024, ficando nos 17,3 milhões, e a margem reduziu-se para apenas 0,9%.

O próprio comunicado admite que, no acumulado do semestre, o EBITDA caiu 18,3%, para 259,2 milhões, refletindo pressões sobre as receitas unitárias (PRASK desceu 2,8%).

Ou seja, apesar de destacar o “lucro trimestral” no título do comunicado, a TAP termina a primeira metade de 2025 em terreno negativo, sinalizando que a recuperação ainda está longe de consolidada.

Nas palavras de Luís Rodrigues, “À medida que avançamos para lá do Plano de Reestruturação, as nossas prioridades mantêm-se claras: transformar a TAP numa empresa consistentemente rentável e atrativa, consolidando a eficiência operacional e a sustentabilidade financeira.”

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