A TravelGEA, o braço do grupo GEA para a consolidação aérea, teve um crescimento de 78,5% em 2023, anunciaram os administradores do grupo de gestão, Pedro Gordon e Carlos Baptista.
Em conferência de imprensa à margem da 19ª Convenção da GEA, que decorre em Marrocos, os responsáveis avançam que o papel da TravelGEA tem sido cada vez mais importante no ecossistema do grupo.
Este crescimento “é extraordinário, fizemos uma série de correções aos procedimentos e isso traduz-se no aumento do volume de negócios”, explica Carlos Baptista, acrescentando ainda como fator de crescimento as disrupções do mercado. “Iniciámos uma plataforma agregadora em março de 2023, que é multi-GDS, com 18 NDC’s diretos implementados, dois GDS’s, o agregador Travelfusion, Amadeus NDC, e estamos a acompanhar o que está acontecer no mercado, para manter a competitividade das agências. Estávamos habituados a isto na hotelaria, na aviação não estávamos, o NDC democratizou a distribuição aérea e esta complexidade leva a TravelGEA a incrementar o volume de vendas”, acrescenta o responsável.
“Vemos com naturalidade a implementação do NDC da TAP”
Já a trabalhar para integrar o NDC da TAP na TravelGEA, Carlos Baptista olha para esta mudança no mercado “com naturalidade”. “Já ouvimos falar de NDC há muito tempo, não é uma coisa nova, é uma realidade. O que é importante é percebermos como e quando tudo vai acontecer, para nos adaptarmos e não estarmos em desvantagem no mercado”, defende. “Estamos a fazer a integração para que, no início do próximo ano, possa estar disponível. Acreditamos que vamos ser dos primeiros a ter o NDC disponível, apesar de ainda termos tempo de integração”. O responsável avança que os custos de implementação estão a ser assumidos pela GEA e reconhece que, como em todos os processos de alteração, existe impacto, mas garante que vão trabalhar com a companhia noutro tipo de incentivos. O “impacto final ainda não sabemos muito bem quanto será”.
“Em 2023, já fechámos muitos acordos com companhias aéreas devido à entrada da Newtour no capital social da GEA”
A convenção é também um momento para fazer balanços, com os responsáveis a revelarem que o grupo cresceu 32% relativamente a 2022, em termos de produção do segmento de lazer. Se medido de forma individualizada, o ranking de produção com operadores dá à Solférias o primeiro lugar, seguida da Newblue, Soltour e Soltrópico. No entanto, se essa avaliação for feita em grupo, a W2M destaca-se, seguindo-se a Ávoris, com os seus operadores Nortravel, Jolidey e Travelplan.
Tendo em conta a entrada do grupo Newtour no capital social da GEA, há também outro balanço a fazer: “Em 2023, já fechámos muitos acordos com companhias aéreas devido à entrada da Newtour no capital social da GEA”.
“Em momento algum, o nosso foco foi ir atrás de agências de viagens, o nosso foco foi criar valor para as nossas agências”
Quanto ao crescimento da rede, Carlos Baptista mostra-se menos preocupado com os números, e mais com “o valor” dado às agências. “Em momento algum o nosso foco foi ir atrás de agências de viagens, o nosso foco foi criar valor para as nossas agências”. Para o administrador, “a entrada de novas agências deve ser consequência do bom trabalho que fazemos, não seremos agressivos no mercado” e estaremos “sempre focados na criação de valor”. Contudo, há um crescimento a assinalar de 5% da rede. “Temos crescimento e agências a manterem-se, satisfeitas com os projetos e com prespetivas de futuro”, constata Carlos Baptista, revelando ainda que “ao longo do ano, à medida que fomos implementando projetos, fomos recebendo cada vez mais contactos de pessoas que queriam perceber o que estávamos a fazer e o valor do que estávamos a fazer”.



