Terça-feira, Fevereiro 20, 2024
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Turismo de experiência em ascensão: Quais são os destinos que estão a liderar esta tendência?

A empresa de informações sobre viagens Mabrian identificou um aumento global do turismo de experiência, que é particularmente notório na Europa, com um foco em alternativas ativas e baseadas na natureza. A liderança desta mudança está a ser assumida pelos países nórdicos, destacando-se como os mais propícios para capitalizar estas novas tendências de procura. Por outro lado, a Itália lidera o ranking dos potenciais destinos de moda para este ano, seguida da França e da Alemanha.

A região italiana do Piemonte, a Nova Aquitânia em França e o Leste de Inglaterra ocupam as primeiras posições, apresentando uma combinação atrativa de atrações culturais, naturais e gastronómicas, complementadas por uma sólida conectividade aérea.

Entre as conclusões chave do estudo da Mabrian para 2024:

O turismo experiencial está em ascensão global, com uma preferência crescente por motivações de viagem mais experienciais, como turismo ativo, de natureza, gastronómico e de bem-estar. Isso contrasta com o turismo convencional, que se concentra em cultura, sol e praia, experiências familiares, vida noturna e compras.

Na Europa, observam-se mudanças nas preferências dos viajantes, com uma diminuição de 8% nas motivações convencionais de 2019 a 2023. Em contrapartida, o turismo ativo e de natureza apresenta os maiores crescimentos, com aumentos de cinco e três pontos percentuais, respetivamente.

Os países nórdicos, liderados pela Islândia, Noruega e Finlândia, juntamente com a Eslovénia e Suíça, são líderes no turismo de experiência, capturando uma quota de mercado superior a 60%.

Quanto aos destinos em destaque para 2024, a Itália destaca-se como o país com mais destinos potenciais, seguida pela França e Alemanha. Entre as 10 principais regiões destacam-se também Portugal e o Reino Unido.

Top 3 destinos da moda

Na região do Piemonte, Itália, destacam-se destinos como Turim, Stresa e Alba, oferecendo um equilíbrio atrativo entre ofertas culturais e naturais. Segundo a Mabrian, a presença de opções gastronómicas assume um papel de destaque, contribuindo significativamente para as motivações experienciais dos visitantes, enquanto as tendências positivas na acessibilidade aérea reforçam a atratividade da região.

A Nova Aquitânia, França, com cidades como Bordéus, Biarritz e Limoges, é reconhecida pelos seus produtos enológicos e gastronómicos. Além disso, destaca-se pela oferta de turismo ativo, beneficiando de uma sólida e estável conetividade aérea.

O Leste de Inglaterra, com destinos como Cambridge, Essex e Norfolk, emergiu como um destino em ascensão. Mantendo um equilíbrio entre oferta cultural e natural, a região destaca-se ainda mais devido à sua conetividade sólida e estável, reforçando a sua atratividade.

A Occitânia (França), a Campânia (Itália), a Renânia do Norte-Vestefália (Alemanha), a Lombardia (Itália) e a Emília-Romanha (Itália), bem como as províncias de Hamburgo (Alemanha) e Lisboa (Portugal) completam o top 10 dos destinos em voga.

A Mabrian conduziu o estudo analisando mais de 380 milhões de menções turísticas online entre janeiro e outubro do ano passado, comparando-as com os quatro anos anteriores. A empresa utiliza tecnologia avançada, incluindo inteligência artificial e processamento de linguagem natural, para examinar conversas espontâneas sobre viagens nas redes sociais (big data) e interpretar as motivações dos viajantes. Além disso, empregam dados prospectivos de reservas aéreas para identificar destinos com potencial de popularidade nos meses seguintes.

Neste sentido, o seu Diretor de Marketing, Carlos Cendra, reconhece que “apesar de ser um pouco arriscado generalizar tendências, devido à disparidade de segmentos e interesses, é fundamental conseguir identificar mudanças globais e estruturais nas motivações de viagem, especialmente entre as novas gerações. Cada destino tem características únicas e uma oferta turística distinta, mas todos devem estar atentos à evolução destas motivações e procurar adaptar a sua oferta da forma mais ágil possível, dada a concorrência crescente e cada vez mais global”.

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