Quarta-feira, Abril 15, 2026
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Turismo em Sesimbra ameaçado: decisão sobre porto pode custar centenas de empregos, alerta APECATE

A APECATE alertou para os riscos associados a uma decisão iminente sobre a gestão do Porto de Abrigo de Sesimbra, que poderá comprometer a atividade marítimo-turística e afetar a economia local.

Em causa está a atribuição de uma área do porto ao Clube Naval de Sesimbra, no âmbito de um acordo com a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, destinada ao estacionamento de embarcações de recreio e lazer.

Segundo a associação, esta decisão incide sobre o espaço atualmente utilizado pelas empresas de animação marítimo-turística, um setor considerado estruturante para a economia de Sesimbra.

De acordo com o comunicado, o porto acolhe atualmente três atividades principais — pesca profissional, náutica de recreio e turismo marítimo —, sendo que esta última “continua a não dispor de uma área formalmente atribuída para operar”.

A APECATE refere que existem mais de 90 embarcações ligadas à atividade turística a operar no local, sustentadas por soluções informais em articulação com o setor da pesca e com a Docapesca. Com a concretização da medida, o número de lugares disponíveis poderá ser reduzido para cerca de 30, enquanto a náutica de recreio, que já dispõe de aproximadamente 300 lugares, verá reforçada a sua capacidade.

A associação alerta para “consequências claras e preocupantes”, nomeadamente o encerramento de dezenas de empresas, a perda de mais de uma centena de empregos diretos e impactos negativos na cadeia de valor do turismo local.

No comunicado, a APECATE considera que “é incompreensível que se privilegie o aumento da náutica de lazer em detrimento de um setor profissional que gera valor económico, emprego qualificado e notoriedade turística”.

Perante este cenário, a associação e as empresas do setor apelam a uma reavaliação urgente da decisão, defendendo a necessidade de uma solução equilibrada que tenha em conta critérios de sustentabilidade económica e interesse público.

“O mar não pode deixar de ser fonte de trabalho para passar a ser apenas espaço de lazer”, sublinha a APECATE, alertando para o impacto que esta decisão poderá ter num dos principais pilares económicos do concelho.

3 COMENTÁRIOS

  1. Isso é uma vergonha ,sempre para os mesmos .A pesca já não foi boa e agora quem tenta sobreviver com o turismo vê tudo em risco??
    Vão até Olhão e vejam como as coisas funcionam
    É só investir …depois teem o retorno.
    Juntem se e lutem …

  2. Ha gente muito estupida e, obviamente, sem capacidade mental para compreender o impacto das decisoes que tomam. Despecam-nos e facam-nos trabalhar, talvez ganhem cosciencia… Sesimbra tem o turismo que tem e estes idiotas estao a atentar contra algumas das pricipais fontes de turismo em Sesimbra. O mergulho e uma das poucas arividades que mantem o turismo vivo em Sesimbra duranre todo o ano, nao apenas durante o Verao. Deveriam ser criadas medidas de fomento em vez de delapidarem o resultado do trabalho de tantos que por tanto passaram e fizeram para criar este negocio em Sesimbra. Parece quase uma viganca de quem nao recebeu o suborno que queria ter recebido…

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