Segunda-feira, Junho 17, 2024
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Turismo sustentável: Organizações instam Parlamento Europeu a proteger espécies marinhas na Macaronésia

Várias organizações ligadas à conservação de espécies juntaram-se para exigir ao Parlamento Europeu a criação de uma grande área protegida ou um “santuário” para os animais marinhos na zona do Atlântico Norte, delimitada pelas ilhas Canárias, Cabo Verde, Açores e Madeira.

Estes arquipélagos, que formam a chamada Macaronésia, albergam 32 espécies de cetáceos. Uma das exigências é a criação de “corredores de segurança” para as baleias.

Que ilhas constituem a Macaronésia?

A Macaronésia é constituída por vários arquipélagos situados no Atlântico Norte: Açores, Canárias, Cabo Verde, Madeira e Ilhas Selvagens. Estes arquipélagos albergam 32 espécies de cetáceos, “o que significa que 84% das espécies podem ser encontradas no Atlântico Norte”, afirma a fundação Loro Parque.

Além disso, devido à localização geográfica destes arquipélagos, esta é uma área de “especial relevância” nas migrações e movimentos de animais marinhos, revela a fundação.

De acordo com os responsáveis, as ilhas da Macaronésia albergam também uma grande variedade de ecossistemas, incluindo, além dos cetáceos, todo o tipo de fauna e flora endémicas. “A sua riqueza única inclui corais de profundidade, peixes, invertebrados e grandes mamíferos como os cachalotes”, afirmam os promotores da iniciativa.

No que consiste os corredores de segurança para as baleias na Macaronésia?

Uma das medidas urgentes, solicitadas pelas organizações, consiste na criação de “corredores seguros para proteger os cetáceos e outros animais marinhos do crescente tráfego marítimo na zona”.

Neste sentido, a Loro Parque conseguiu, em 2022, a aprovação de um movimento marinho para apoiar uma moratória sobre o uso de sonares de média frequência utilizados em navios militares.

“Atualmente, graças a um acordo pioneiro entre o Ministério da Defesa do Governo espanhol e o governo das Ilhas Canárias, esta moratória aplica-se até 50 milhas das águas jurisdicionais das Ilhas Canárias, sendo a proposta da Loro Parque estendê-la a todas as águas da Macaronésia”, refere a organização.

Cetáceos nas rotas de migração entre as Ilhas Canárias, Açores, Cabo Verde e Madeira. Fonte: Fundação Loro Parque

Criação de um santuário marinho para proteger as espécies da sexta extinção em massa

A criação de um santuário marinho na Macaronésia surge no meio do debate sobre a chamada sexta extinção em massa. “A ameaça de extinção de espécies atingiu proporções sem paralelo na história mundial. De acordo com a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), quase um terço de todas as espécies avaliadas (cerca de 41 mil) são consideradas em perigo”, explicam os promotores do santuário marinho.

Como parte desta campanha, entre 23 e 29 de outubro, foram realizadas várias ações de sensibilização no Parlamento Europeu, incluindo uma série de conferências e exposições.

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