Duarte Correia, country manager da World2Meet (W2M), afirmou durante a 1.ª edição do Airmet Summit que, com a decisão da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) de ficar de fora da Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), a W2M entrará com “600m2 para dar oportunidade a todos” os agentes de viagens. “Não podemos deixar por mãos alheias”, sublinhou.
“A APAVT tomou uma decisão de estar fora da BTL. Não vou discutir se é bem, se é mal. Eu acho que a BTL não teve um comportamento capaz nesta matéria porque aquele pavilhão foi desenvolvido de alguma forma pela APAVT”, afirmou Duarte Correia esta quinta-feira, dia 31 de outubro, durante o Airmet Summit, que reúne 40 agências de viagens com melhor produção em Punta Cana, na República Dominicana.
“Depois da decisão tomada, nós não podemos deixar por mãos alheias a capacidade de dar aos agentes de viagens a possibilidade de estarem todos presentes na BTL. Entramos com 600m2 para poder dar oportunidade a todos. O nosso comportamento em relação aos agentes de viagens é transversal. Vamos ter muito espaço para ajudar a vender as viagens no próximo ano”, disse Duarte Correia.
O country manager falou sobre a decisão de “apostar e não deixar aquele espaço à mercê de fosse quem fosse, com unicamente vendas para o grupo A, B ou C”. O espaço contará com “50-60 balcões num espaço grande para todos poderem distribuir e vender”.
“Nós tivemos grandes momentos de venda em 2023 e 2024”, salientou o country manager, destacando, “acima de tudo”, a Expo Abreu, seguida pela Black Friday, Blue Monday, Mundo Abreu e BTL. “Conseguimos chegar à BTL com mais de 50% das vendas do verão efetuadas, e é isso que será a aposta de 2025, com mais opções de produto, nomeadamente a Jamaica e La Romana”.
“Ponham todas as fichas na antecipação”, aconselhou Duarte Correia aos agentes de viagens, durante a sua intervenção. “Os indicadores que temos neste momento é que a antecipação das vendas vai acontecer novamente. Nós vamos dar as ferramentas todas necessárias e iguais para todos porque é esse o nosso comportamento no mercado. Não nos preocupa as fusões do lado A, B ou C; nós estamos com todos aqueles que queiram vender o nosso produto”, assegurou.
“A Airmet é o nosso melhor vendedor do Caribe. Estão a par e passo com o nosso segundo grande grupo”, deixou claro Duarte Correia. “Isso deve-se à colaboração que temos com a Airmet, à colaboração que temos convosco e a proximidade que queremos ter convosco”, disse, dirigindo-se aos agentes de viagens.
“O melhor caso de sucesso é a distribuição turística em Portugal”
Durante a sua apresentação, Duarte Correia destacou que “a grande maioria das agências de viagens sobreviveu” à pandemia de covid-19. “Souberam durante os últimos dez anos reinventar o seu negócio, associaram-se a grupos de gestão e reinventaram a forma como chegar ao cliente final”, enfatizou. Por esta razão, acredita que “o melhor caso de sucesso é a distribuição turística em Portugal”.
“Os grandes grupos tiveram mais dificuldades em se adaptarem às novas tecnologias, à proximidade com o cliente final”, referiu Duarte Correia, dando como exemplo “as OTAs com a estrutura mais magra do mercado” que “conseguem atingir vendas de milhões e têm a capacidade de, com uma estrutura mínima, estar ao nível dos melhores”.
“Enquanto operador, não nos cai bem que o nosso produto seja banalizado pelo mercado. Não gostamos que seja o agente de viagens que defina o preço do mercado. O preço deverá ser definido por nós”, defende o country manager.
Duarte Correias afirmou que “os casos de sucesso” só o conseguem ser ao “estarem juntos num projeto que se chama Airmet e outros mais”. “A proximidade que os grupos de gestão vos concede junto dos grandes fornecedores do mercado dá a garantia da competitividade. Num passado longínquo, só as verticais é que tinham acesso aos melhores preços do mercado. Hoje qualquer um [agente de viagens] tem bons preços e preços competitivos porque estão associados”, realçou.
Ainda que não exista “concorrência direta entre o nosso grupo e a distribuição”, o responsável da W2M em Portugal criticou ainda o facto de existirem “cada vez mais” casos em que “um operador concorrente passa a vender ao cliente final; isto é concorrência desleal”.
*Viajou para Punta Cana a convite da Airmet


