Domingo, Agosto 14, 2022
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Americanos não descartam férias de verão na Europa ainda em 2021

“Por um breve período em janeiro, quando a vacina para a Covid-19 começou a ser uma realidade nos Estados Unidos, as linhas telefónicas nas agências de viagens estavam a fervilhar com novos pedidos. A maioria deles apontou o mesmo caminho: para a Europa e, especificamente, para o Mediterrâneo”.

É desta forma que começa o artigo publicado esta semana pela Bloomberg com o título “How to Think About Booking Summer Travel in Europe”, no qual especialistas do setor turístico norte-americano falam sobre a retoma de viagens na Europa.

Se o início do mês de janeiro augurava algo de bom, tudo se dissipou no final do mês, com o número crescente de infectados e o medo de novas variantes a levarem países como França, Alemanha ou Itália a aumentar as restrições. Apenas o Reino Unido fugiu um pouco a este cenário, quando anunciou em fevereiro o seu plano de desconfinamento.

A Bloomberg escreve que a União Europeia (UE) tem feito constantes avanços e recuos quanto à criação de um certificado de vacinação que salvaguarde as férias de verão. E, apesar do governo de Biden ter anunciado que os EUA têm vacinas suficientes para vacinar todos os adultos até maio, a campanha de vacinação está mais lenta na Europa, onde apenas 70% dos adultos estarão inoculados até o final do verão.

Perante este cenário, estão os norte-americanos a pensar fazer férias de verão na Europa?

Destinos tradicionais como Positano, Saint Tropez e até Maiorca podem estar fora do radar este verão, já que Itália, França e Espanha parecem estar a adotar uma abordagem mais conservadora para reabrir as fronteiras, escreve a Bloomberg. Entre eles, Espanha mostra o maior otimismo: o primeiro-ministro Pedro Sanchez espera permitir a entrada a viajantes da UE a partir de 21 de junho e abrir o acesso em julho para outros países.

“Adoramos Itália – é nosso destino favorito no mundo”, diz Jack Ezon, cuja empresa de consultoria de viagens com sede nos Estados Unidos, Embark  Beyond, se dirige a um público com um grande poder de compra. “Mas, com base no que estamos a ouvir, não tenho certeza que Itália estará aberta aos americanos neste verão.” “O mesmo em França ou Espanha”, acrescenta Ezon. Em vez disso, o consultor está a incentivar os seus clientes a reservar estadias reembolsáveis em vilas e resorts na Grécia e em Bodrum, na Turquia. “Ainda esta semana, a Grécia anunciou planos para permitir a entrada a todos os viajantes vacinados a partir de maio; na Turquia, as fronteiras estão abertas desde meados de 2020”.

Outro destino que parece promissor é o Chipre – que anunciou uma política que permite a entrada de britânicos vacinados neste verão – e Portugal, que pode em breve fazer o mesmo, refere a Bloomberg.

“A Emirates está a reiniciar os voos dos Estados Unidos para a Grécia a 1 de junho e queremos que os nossos clientes sejam os primeiros a conseguir reserva quando perceberem que nada mais está aberto. Se esse é o único destino para onde as pessoas podem ir, vai ser uma corrida louca ”, prevê Ezon.

Independentemente da incerteza sobre quais os destinos que irão abrir no verão, os especialistas norte-americanos consideram que este pode ser o melhor momento para reservar, tendo em conta a quantidade de créditos e vouchers que foram oferecidos aos viajantes pelo cancelamento de viagens em 2020, especialmente se esses créditos expirarem brevemente, “faz sentido incluir uma nova reserva no calendário como um marcador de posição e esperar que dê certo”.

“O que estamos a ver é um grande problema de compressão”, explica Paul Tumpowsky, fundador e CEO  da agência de viagens online de luxo Skylark. As reservas de 2020 estão a ser transferidas para 2021 e, em alguns casos, diz ele, essa procura já está a criar fervor na época alta de 2022.

Para muitos americanos, isso significa que a melhor maneira de garantir uma viagem de verão à Europa pode ser planear uma para o outono.

 “Itália em setembro? É incrível ”, diz Tumpowsky. “A água está fantástica, as vindimas estão a acontecer… a única razão pela qual nos concentramos tanto no verão é porque, tradicionalmente, costumávamos voltar a correr para o escritório depois do Dia do Trabalhador (6 de setembro).” Dada a realidade do trabalho de casa, “isso pode não ser mais o caso”, conclui.

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