Amesterdão quer aumentar taxa turística para 20% até 2030 para travar excesso de visitantes

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Amesterdão prepara-se para agravar significativamente a carga fiscal sobre os visitantes, propondo um aumento gradual da taxa turística até aos 20% em 2030. A medida integra um pacote mais vasto de políticas destinadas a conter o turismo de massas e a reduzir a pressão sobre a cidade.

De acordo com o site de notícias TravelMole, a capital holandesa já aplica uma das taxas turísticas mais elevadas da Europa. Os hóspedes que pernoitam na cidade pagam um imposto correspondente a 12% do custo do alojamento, enquanto os passageiros de cruzeiros estão sujeitos a uma taxa fixa de 15 euros por dia. 

Segundo a proposta apresentada pela nova coligação governativa de Amesterdão, a taxa sobre as dormidas deverá subir para 16% já no próximo ano, aumentando um ponto percentual por ano até atingir os 20% em 2030.

As autoridades municipais justificam a medida com a necessidade de assegurar que os visitantes contribuem de forma mais justa para os custos associados à manutenção de um dos destinos turísticos mais procurados da Europa.

A receita adicional será canalizada para a limpeza urbana, reforço da segurança, manutenção do espaço público, fiscalização e projetos destinados a melhorar a qualidade de vida dos residentes. 

Em 2025, Amesterdão recebeu 9,5 milhões de visitantes, mais 2% do que no ano anterior, confirmando a importância do turismo para a economia local. No entanto, a autarquia considera que o crescimento contínuo da procura tem vindo a exercer uma pressão crescente sobre os bairros, as infraestruturas, os serviços municipais e os espaços públicos.

Estratégia vai além do aumento de impostos

O aumento da taxa turística faz parte de uma estratégia mais abrangente para tornar a atividade turística mais sustentável. Entre as medidas em consideração está o encerramento do terminal de cruzeiros localizado no centro da cidade, obrigando à procura de alternativas para a operação deste segmento em articulação com o Governo dos Países Baixos e as autoridades regionais.

Segundo a TravelMole, a coligação pretende igualmente prosseguir a requalificação do centro histórico, recorrendo, quando necessário, à aquisição de edifícios e estabelecimentos comerciais para diversificar a oferta e reduzir a concentração de visitantes nas zonas mais pressionadas.

Outra das propostas passa pelo aumento da taxa de entretenimento aplicada a atividades turísticas, como passeios de barco nos canais, aluguer de canoas e outros serviços recreativos. 

Paralelamente, a cidade mantém o plano para desenvolver um novo Centro Erótico no distrito de Zuid, numa iniciativa que pretende oferecer melhores condições de trabalho às profissionais do setor, reduzir a criminalidade organizada e aliviar a pressão turística sobre o histórico Red Light District.

As novas propostas surgem na sequência de várias medidas implementadas nos últimos anos para controlar os efeitos do turismo de massas. Entre elas destacam-se as restrições à construção de novos hotéis, regras mais apertadas para o alojamento de curta duração, campanhas dirigidas ao combate ao turismo de comportamentos inadequados e iniciativas para reduzir o turismo associado à vida noturna.

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