Civitatis ganha terreno em Portugal com utilização “cada vez mais recorrente” pelas agências de viagens

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A Civitatis está a ganhar espaço junto das agências de viagens portuguesas, com uma utilização cada vez mais “recorrente” da plataforma Civitatis Pro. “Hoje [a marca] ocupa uma posição muito diferente daquela que tinha há dois ou três anos no mercado português”, afirma Quélia Peixoto, account manager B2B Portugal, em entrevista ao TNews

A Civitatis conta atualmente com mais de 46.500 agências de viagens registadas a nível global na Civitatis Pro, a marca que unifica a proposta da empresa para o canal profissional, abrangendo agências retail, operadores turísticos, plataformas tecnológicas, marketplaces e programas de fidelização.

A empresa trabalha com diferentes perfis do ecossistema de distribuição turística português, incluindo grupos de gestão, redes de franquias, grupos ibéricos e internacionais, agências independentes, operadores turísticos e parceiros tecnológicos. 

Quélia Peixoto começa por sublinhar que a estratégia para a Civitatis Pro “não é competir em volume, mas sim em qualidade da relação: catálogo curado, integrações tecnológicas adaptadas a cada tipo de parceiro e suporte especializado antes, durante e depois de cada reserva”. “Para além dos números concretos, o nosso foco passa por garantir uma presença sólida e de valor em todo o ecossistema da distribuição turística portuguesa”, acrescenta.

Apesar de novas agências portuguesas aderirem “todas as semanas” à plataforma e de outras realizarem a sua primeira reserva através da Civitatis Pro, a empresa identifica como principal prioridade aumentar a frequência de utilização entre as agências que já são suas clientes.

“O nosso principal objetivo é que as agências que já trabalham connosco utilizem cada vez mais a plataforma e integrem cada vez mais atividades e experiências nas viagens que desenham para os seus clientes”, afirma Quélia Peixoto.

“A nossa aposta com a Civitatis Pro não é competir em volume, mas sim em qualidade da relação: catálogo curado, integrações tecnológicas adaptadas a cada tipo de parceiro e suporte especializado antes, durante e depois de cada reserva”

Maior utilização recorrente entre as agências

No mercado português, a Civitatis está a observar uma alteração no comportamento das agências, com a passagem de uma utilização pontual para uma utilização recorrente da plataforma.

“O que mais nos interessa destacar não é tanto o volume, mas sim a forma como o comportamento das agências está a mudar”, explica a responsável. Existem “cada vez mais casos que passam de uma utilização pontual para uma utilização recorrente da Civitatis Pro, incorporando as nossas atividades e experiências como parte natural do seu processo de venda”.

“Essa recorrência é, para nós, o sinal mais claro de que as agências confiam na plataforma e reconhecem o valor que esta acrescenta às viagens dos seus clientes”, salienta Quélia Peixoto.

A evolução da utilização acompanha também uma mudança na perceção da marca junto do trade português. “Sem dúvida, hoje a Civitatis ocupa uma posição muito diferente daquela que tinha há dois ou três anos no mercado português”, afirma Quélia Peixoto. “Há um conhecimento muito maior da marca e, sobretudo, da nossa proposta de valor junto das agências de viagens”.

Segundo a responsável, a empresa deixou de ser vista apenas como uma plataforma de atividades e passou a ser reconhecida como “um parceiro estratégico que oferece tecnologia, produto e acompanhamento às agências”.

“Essa evolução não foi por acaso, é o resultado de um trabalho contínuo de proximidade com o mercado, de ouvir os nossos parceiros e de crescer ao lado deles. Foi precisamente por isso que este verão lançámos a Civitatis Pro, a nova identidade que unifica toda a nossa proposta para o canal profissional: é a forma de dar a esse ecossistema, e à relação que construímos com ele, a identidade e as ferramentas que a sua importância estratégica merece”, refere.

“O mercado português continua a ser uma prioridade estratégica para nós e a relação com as agências locais continua a consolidar-se”

Egito, Zanzibar e Marraquexe ganham expressão

Entre os “destinos mais procurados pelos viajantes portugueses” através da Civitatis continuam a destacar-se Paris e Roma, “fortemente impulsionados pelo interesse nos parques temáticos, nas visitas guiadas e nas experiências culturais”.

A responsável destaca, contudo, uma evolução mais significativa noutros destinos. “Onde estamos a observar o crescimento mais significativo é em destinos como o Egito, Zanzibar e Marraquexe”, destaca Quélia Peixoto.

No Egito, a procura centra-se sobretudo em circuitos completos de vários dias, combinando Cairo, Luxor, Assuão e cruzeiros pelo Nilo, além de visitas guiadas às Pirâmides de Gizé e ao Cairo histórico e “experiências mais diferenciadoras”, como passeios de moto 4 junto às pirâmides.

Em Zanzibar, têm ganho expressão os safaris nos parques nacionais da Tanzânia, nomeadamente Nyerere e Mikumi, assim como as visitas guiadas a Stone Town, as excursões à Ilha da Prisão e experiências marítimas, como o snorkel no atol de Mnemba.

Já em Marraquexe, “continuamos a registar uma procura que vai muito para além da própria cidade”, indica. Entre os produtos procurados estão excursões ao deserto de Agafay e circuitos de vários dias até Zagora e Merzouga, bem como escapadinhas a Essaouira e às Cascadas de Ouzoud, passeios de moto 4 e visitas guiadas ou tours privados pela cidade. “É um reflexo claro de como o viajante procura combinar património, natureza e aventura na mesma viagem”, considera.

A empresa destaca ainda a evolução do produto de transferes, que “continua a ganhar a confiança das agências de viagens, que procuram cada vez mais centralizar connosco todos os serviços da viagem”.

“Onde estamos a observar o crescimento mais significativo é em destinos como o Egito, Zanzibar e Marraquexe”

América Latina entre as regiões com maior potencial

Espanha, Itália, França, México, Brasil e Argentina continuam a ser mercados-chave para a Civitatis, de acordo com a account manager. Contudo, a América Latina, no seu conjunto, é “uma das regiões onde vemos maior potencial de crescimento e onde temos vindo a reforçar a nossa presença nos últimos anos”.

Este posicionamento está também relacionado com a criação de uma nova rede de hubs estratégicos na região, com centros operacionais na Cidade do México, São Paulo e Buenos Aires. Segundo Quélia Peixoto, esta estrutura permite à Civitatis “estar mais perto dos nossos parceiros, tomar decisões com maior rapidez e adaptar a estratégia comercial às características de cada mercado”.

“O objetivo passa por reforçar a nossa presença local, aprofundar as alianças estratégicas e continuar a crescer de forma sustentável, estando mais perto dos nossos parceiros e adaptando a estratégia à realidade de cada mercado”, defende.

No caso português, a empresa considera que existe ainda margem para crescimento. “Acreditamos que ainda há muito caminho a percorrer”, afirma Quélia Peixoto. “Mas vemos cada vez mais agências a incorporar as experiências na sua forma de vender viagens, e esperamos que essa tendência se consolide nos próximos anos – é um sinal muito positivo tendo em vista o futuro do mercado”.

Instabilidade geopolítica obriga a adaptar estratégia

A instabilidade geopolítica que tem marcado o setor do turismo também teve impacto na operação da Civitatis, presente em mais de 160 países e com atividade em destinos diretamente afetados por estes acontecimentos ou que sofreram os seus efeitos de forma indireta.

“Acredito que todo o setor turístico sentiu esse impacto e a Civitatis não foi exceção”, afirma Quélia Peixoto, dando o Dubai como exemplo. Em 2025, o destino foi o quarto com mais reservas na Civitatis e um dos mais procurados pelos viajantes portugueses através da plataforma.

Perante a evolução do contexto geopolítico, a empresa reforçou o acompanhamento da situação e o trabalho direto com os fornecedores locais. “Graças ao trabalho da nossa equipa de contratação e à relação direta que mantemos com os fornecedores locais, conseguimos adaptar-nos rapidamente e encontrar soluções, pensando sempre nas agências de viagens e, por extensão, nos seus clientes”, explica.

As alterações na procura obrigaram também a ajustes ao nível comercial. “À medida que alguns destinos perdiam procura, outros foram ganhando protagonismo, o que nos levou a adaptar a nossa estratégia e a reforçar a oferta nos mercados onde identificámos novas oportunidades”, indica.

“Toda a empresa está a evoluir e a especializar-se para responder melhor às necessidades do canal B2B”

Civitatis Pro é aposta central para 2026

Outro dos desenvolvimentos anunciados pela Civitatis este ano foi a implementação de um novo modelo de faturação dirigido aos agentes de viagens e parceiros. De acordo com Quélia Peixoto, a recetividade do mercado foi “muito positiva”.

“Era uma necessidade que muitas agências de viagens e parceiros vinham a identificar e partilhar connosco, pelo que este novo modelo veio responder a uma expectativa do mercado”, afirma. “Além de simplificar os processos administrativos, este modelo permite uma gestão financeira mais eficiente e, no fundo, adapta-se melhor à forma como as agências trabalham no seu dia a dia”.

Para 2026, “a Civitatis Pro é, sem dúvida, uma das nossas principais apostas”. A nova identidade reúne num único espaço “todas as soluções que desenvolvemos para agências de viagens, operadores turísticos, parceiros tecnológicos, OTAs e marketplaces, que encontram agora num único espaço um catálogo cuidadosamente selecionado, tecnologia flexível, suporte especializado e uma equipa comercial dedicada”.

Mas, segundo Quélia Peixoto, a transformação vai além da própria plataforma. “Toda a empresa está a evoluir e a especializar-se para responder melhor às necessidades do canal B2B”, afirma. Equipas como Apoio ao Cliente, Administração e Produto estão, segundo a responsável, “cada vez mais orientadas” para as necessidades e dinâmica de trabalho das agências.

A Civitatis pretende ainda continuar a investir em novas funcionalidades e ferramentas. “O objetivo é simples: facilitar o dia a dia dos agentes de viagens e ajudá-los a vender mais e melhor”, resume.

Sobre os próximos meses, a responsável antecipa uma continuidade no lançamento de novidades. “A nossa equipa de contratação trabalha continuamente para incorporar novas experiências, reforçar a oferta nos destinos onde identificamos maior potencial e melhorar as condições para os nossos parceiros. Ao mesmo tempo, continuamos a investir na evolução da plataforma, desenvolvendo novas funcionalidades que tornem a experiência de utilização cada vez mais simples e eficiente”, adianta.

2026 será um ano de consolidação

Questionada sobre as perspetivas de crescimento para o conjunto de 2026, tanto globalmente como em Portugal, Quélia Peixoto opta por não avançar com um valor concreto.

Mais do que falar de um número concreto, o que podemos dizer é que 2026 está a ser um ano de consolidação, tanto a nível global como em Portugal”, afirma.

“Estamos a ver cada vez mais agências a confiar na empresa como parte natural da sua atividade, e esse é, para nós, o indicador que melhor reflete o rumo da companhia. Portugal, em particular, continua a ser um mercado com muito caminho pela frente, onde continuaremos a investir esforço e presença”, conclui.

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