A Lusanova está a apresentar esta semana a sua programação para 2026/2027 junto dos agentes de viagens, numa estratégia de proximidade ao trade que combina convívio, networking e atualização de produto. Apesar do atual contexto internacional, marcado por incerteza geopolítica, o operador mantém uma visão positiva sobre a evolução da procura.
Em declarações ao TNews, Tiago Encarnação, Chief Operating Officer, admite que o impacto da guerra no Irão já se começa a fazer sentir, sobretudo ao nível da procura, mas sublinha que o mercado continua resiliente: “acho que as pessoas vão mais redirecionar do que deixar de viajar” e acrescenta que tem “fé e esperança que seja isso e que as pessoas não deixem de viajar”.
O primeiro evento decorreu no Porto, no Tivoli Kopke Porto Gaia, a 17 de março, tendo registado “casa cheia”. Já a sessão de Lisboa, no VIP Executive Entrecampos Hotel & Conference, apresenta também lotação esgotada.
“O objetivo foi estarmos com os agentes de viagens […] foi mais um momento de convívio e networking”, explica o responsável, destacando a presença de parceiros e fornecedores num ambiente pensado para reforçar relações e preparar o ano turístico.
As apresentações incluem jantar, momentos de entretenimento e entrega de prémios, numa lógica de valorização da relação com o canal de distribuição.
Impacto da guerra ainda em fase de ajustamento
Relativamente ao impacto do conflito no Irão, Tiago Encarnação refere que ainda é cedo para tirar conclusões quantitativas, mas identifica uma menor procura em destinos como o Egito nas últimas semanas.
“No Egito houve menos procura, mas não houve cancelamentos […] e na Turquia também não”, afirma.
Segundo o responsável, o mercado está numa fase de adaptação, com os clientes a reavaliar destinos e a procurar alternativas: “as pessoas pensam: já não podemos ir para certas zonas […] vamos procurar alternativas”.
Ainda assim, reforça a ideia de resiliência da procura: “viajar hoje em dia já é uma necessidade importante”, considerando que os clientes tenderão a ajustar escolhas, mas não a abdicar de viajar.
Programação reforçada na Europa e longo curso
A programação apresentada segue a linha já divulgada em fevereiro, com reforço da oferta na Europa e nos destinos de longo curso.
Na Europa, destaque para o reforço da programação em Itália e Grécia, com mais combinados e possibilidade de personalização através de opcionais reservados online.
Fora da Europa, a aposta mantém-se em destinos como Brasil — com 22 programas —, Peru, Argentina e Chile, bem como na Ásia, onde se destaca a introdução da Coreia do Sul na programação base, a par do Japão, que continua a registar forte procura.
A estratégia da Lusanova assenta num desempenho positivo em 2025, ano em que o operador registou uma faturação próxima dos 30 milhões de euros, representando um crescimento de cerca de 8% face ao ano anterior.
O crescimento foi impulsionado sobretudo pelos destinos fora da Europa, com destaque para a Ásia, enquanto mercados como Japão, China e Egito lideraram a procura.



