Terça-feira, Janeiro 18, 2022
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Companhias aéreas devem utilizar slots ou abdicar deles, diz o CEO da Wizz Air

As regras de slots nos aeroportos da Europa não devem ser alteradas para proteger as companhias aéreas tradicionais, disse o CEO da companhia aérea de baixo custo Wizz Air, na quinta-feira, dia 13, acrescentando que se uma empresa não puder operar os seus slots, os mesmos devem ser concedidos às companhias aéreas concorrentes.

Recorde-se de que a atenuação da regra de slots “utilize ou perca” permitiu que as transportadoras preservassem o acesso ao aeroporto durante a crise do coronavírus, apesar de uma queda acentuada no tráfego, provocando protestos das companhias rivais de baixo custo que pretendem expandir-se para aeroportos que antes estavam congestionados.

“Deixe as regras de slot como costumavam ser antes da pandemia e o mercado resolverá o assunto”, pediu o CEO da Wizz Air, Jozsef Varadi, à União Europeia.

“A Wizz Air seria capaz de operar esses slots em aeroportos restritos, então porque é que os mesmos são protegidos em benefício das transportadoras tradicionais que são incapazes de operá-los, porque são ineficientes?”, contesta.

Varadi acrescenta que a atenuação das regras estava, de certa forma, “a distorcer o mercado” porque protegia as transportadoras tradicionais, que lutavam para encher os aviões, e afetava as rivais de baixo custo que tinham a capacidade de vender todos os lugares, escreve a Reuters.

De acordo com as regras aeroportuárias da União Europeia, as companhias aéreas devem utilizar pelo menos 80% dos seus slots de descolagem e aterragem para mantê-los para o ano seguinte.

A UE suspendeu essas regras no início da crise do COVID-19, mas começou a restaurá-las parcialmente, reacendendo as preocupações com voos vazios, ou “fantasma”, à medida que a pandemia continua. Após o início da pandemia, a utilização mínima de 80% foi reduzida para 50% até março de 2022.

A Ryanair acusou esta semana a Lufthansa de explorar as preocupações climáticas para sufocar a concorrência. O Grupo Lufthansa foi notícia depois do CEO do Lufthansa Group, Carsten Spohr, ter confirmado a realização de 18.000 voos fantasma durante o inverno “apenas para manter os direitos de decolagem e aterragem”

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